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Polícia prende Saul Klein por suspeita de crimes contra 14 mulheres

Após indícios de crimes sexuais, empresário e outras noves pessoas foram acusadas, entenda

Alan de Oliveira | @baco.deoli sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 29/04/2022, às 12h14 - Atualizado às 13h30

Empresário Saul Klein em entrevista
Empresário Saul Klein em entrevista - Reprodução/ Vídeo do Youtube/ Canal UOL

O empresário Sual Klein, filho Samuel Klein (fundador da Casas Bahia), foi condenado a uma prisão preventiva pela Polícia Civil, na quinta-feira, 28, sob suspeita de crimes sexuais a 14 mulheres. Outras nove pessoas também estão sob suspeita.

O empresário foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, redução à condição análogaàescravidão, tráfico de pessoas, estupro, estupro de pessoas vulneráveis, casa de prostituição (manutenção de estabelecimento próprio para exploração sexual), apoio à prostituição ou qualquer categoria de exploração sexual de crianças, adolescentes ou em situação vulnerável.

A 'Via', atual proprietária da 'Casas Bahia', relata que Saul nunca teve nenhum vínculo ou relacionamento com a empresa. O homem vendeu sua participação em 2009 e a Via assumiu a gestão da rede em 2010. Ainda informou que se trata de uma empresasem acionista controlador ou bloco de controle definido.

A investigação está em andamento há mais de 15 meses e outras pessoas foram indiciadas, disse PriscilaCamargo, chefe da Polícia de Defesa da Mulher de Barueri, na Grande São Paulo.

Defesa de Saul Klein é ativada

"Indiciamento é um ato discricionário da autoridade policial que não vincula os demais atores processuais. Saul e sua defesa técnica respeitam o posicionamento da Polícia Civil, mas entendem que a análise atenta e isenta dos elementos do inquérito levará o Ministério Público e o Judiciário a concluírem por sua inocência", afirmou o advogado do acusado, André Boiani e Azevedo.

 A advogada Priscila Pamela dos Santos, que defende as 14 vítimas, disse que "são muitos os elementos que comprovavam a prática do crime". O caso vai agora para análise do Ministério Público (MP).