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Ex-policial acusado de assassinar George Floyd decidiu não depor

A defesa de Derek Chauvin foi encerrada nesta quinta-feira sem que o ex-oficial fosse ouvido

Ingredi Brunato, sob supervisão de Alana Sousa Publicado em 15/04/2021, às 15h00

Foto de Derek Chauvin, assassino de George Floyd
Foto de Derek Chauvin, assassino de George Floyd - Divulgação

Nesta quinta-feira, 15, a CNN divulgou que o ex-policialDerek Chauvin, que está atualmente respondendo na justiça pela acusação de assassinato em segundo grau e homicídio culposo por conta da morte de George Floyd, decidiu não testemunhar em seu julgamento. 

O norte-americano negro tinha 46 anos quando morreu asfixiado durante uma abordagem do oficial, evento que serviu de catalisador para diversos protestos ocorridos nos Estados Unidos contra a brutalidade policial, particularmente aquela direcionada a pessoas de cor. 

O fato do caso ser tão conhecido fez com que o julgamento de Derek tenha sido acompanhado de perto pela sociedade norte-americana. Sua defesa encerrou-se hoje, fazendo com que o processo judicial entre na sua reta final. 

A versão sustentada pelo advogado do ex-policial foi que Floyd faleceu não por conta da pressão do joelho de Chauvin em seu pescoço, mas em decorrência de uma parada cardíaca causada por uso de drogas ilegais. 

Caso o júri, que é composto de nove mulheres e cinco homens, considere o estadunidense culpado por assassinato em segundo grau, ele pode pegar uma sentença de até 40 anos de prisão.