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Policial atende chamado e descobre que filho havia sido assassinado

“Quando saímos, eu olhei e fiquei: ‘Este é meu filho, este é meu filho’', relembra a oficial Laquandia Cooley

Fabio Previdelli Publicado em 04/01/2022, às 17h06

O jovem Charles Stewart Jr.
O jovem Charles Stewart Jr. - Divulgação/ Arquivo Pessoal

No último domingo, 2, uma policial do Mississippi entrou em choque após atender um chamado sobre um tiroteio que deixou uma vítima fatal. Ao chegar ao local, ela encontrou seu filho morto, caído no meio da rua com um tiro na cabeça. 

Laquandia Cooley, de 42 anos, que trabalha no Departamento de Polícia de Hazlehurst, disse que estava trabalhando numa ronda noturna quando recebeu uma ligação sobre um incidente ocorrido na Larkin Street. Por volta das 2h da manhã, quando chegou por lá, teve uma horrível descoberta. 

Inicialmente, respondemos à chamada. Sem saber, quando eu cheguei lá, a pessoa seria meu filho que estava deitado”, disse a oficial à WLBT. 

Seu filho, Charles Stewart Jr., de 20 anos, já estava sem vida quando Laquandia o encontrou. “Quando saímos, eu olhei e fiquei: ‘Este é meu filho, este é meu filho’'', relembra. “Então, eu literalmente só entrri em um colapso ... Tipo, por quê? Quem faria isso com meu filho?”.

“Eu nem conseguia acreditar no que estava vendo. Eu estava vendo meu próprio filho caído no chão, morto. Foi praticamente um pânico. Foi simplesmente demais”, completa. Logo, Cooley ligou para o pai de Charles e lhe contou sobre a tragédia. “Alguém matou nosso bebê”, disse ao marido. 

Charles Stewart recorda que o filho era querido por todos e que sua família não sabe quem poderia ter feito algo com o filho. "É traumatizante para toda a família", disse. “Estamos apenas tentando lidar com o dia a dia”.

Além de seus pais, Charles Stewart Jr. deixa uma irmã mais velha, Destinequa Hilliard, que recentemente havia completado 22 anos, e um irmão de 17. “Estou perdida”, disse Hilliard em uma publicação em seu Facebook. 

Como alguém pode viver depois de perder um irmão? Estou tentando ser forte, mas estou ficando fraca. Nunca mais poderei ver meu irmão de novo, quem fez isso está errado. Por que meu Deus?”. 

O chefe de polícia de Hazlehurst, Darian Murray, disse que, como o homicídio envolve um membro da família de um policial, o caso será entregue ao Bureau of Investigation do Mississippi. Ainda não há suspeitos ou evidências que tragam respostas ao crime.