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Políticos latino-americanos reagiram aos protestos de 2019 com repressão e autoritarismo, afirma novo relatório

Segundo o estudo realizado pela Anistia Internacional, ao menos 210 pessoas morreram no ano passado devido à violência praticada pelos governos durante as manifestações

Isabela Barreiros Publicado em 28/02/2020, às 07h00

Manifestantes em protesto no Chile
Manifestantes em protesto no Chile - Divulgação

Em 2019, milhões de pessoas foram às ruas em diversos países na América Latina com o intuito de protestar sobre reivindicações sociais. Nesse cenário, foram marcantes os atos que aconteceram em Equador, Chile, Bolívia, Colômbia, Brasil, Venezuela, Equador, Porto Rico e Honduras.

De acordo com um novo relatório anual realizado pela ONG Anistia Internacional (AI), divulgado hoje, 27, os líderes desses países reagiram aos protestos principalmente com repressão por meio de práticas cada vez mais autoritárias.

“O ano de 2019 trouxe um novo ataque aos direitos humanos em grande parte das Américas, com líderes intolerantes e cada vez mais autoritários que recorreram a táticas cada vez mais violentas para impedir as pessoas de protestarem ou buscarem segurança em outro país”, explicou a diretora da ONG na América, Erika Guevara Rosa.

O estudo revelou que, na Venezuela, a violência foi ainda mais marcante, com o governo cometendo “crimes sob o direito internacional e graves violações de direitos humanos, incluindo execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias e uso excessivo da força”. No Chile, tanto a polícia quanto o exército foram responsáveis por agressões deliberadas contra manifestantes.

Ainda segundo a AI, ao menos 210 pessoas morreram ao longo das manifestações ocorridas no continente. Foram 83 no Haiti, 47 na Venezuela, 35 na Bolívia, 31 no Chile, 8 no Equador e 6 em Honduras.