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Por falta de espaço, cemitério em Palermo acumula quase mil caixões empilhados

O calor extremo do sul da Itália está causando degradação nos cadáveres, que estão aguardando covas para serem enterrados

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 24/08/2021, às 14h27

Imagem ilustrativa de cemitério
Imagem ilustrativa de cemitério - Pixabay

O cemitério de Santa Maria dei Rotoli, em Palermo, no sul da Itália, está sofrendo com uma superlotação de caixões, que estão tendo de ficar espalhados por todo o lugar, incluindo as ruas principais, os banheiros e escritórios. As informações são do portal Terra.

O número é extremamente alto: quase mil caixões, que guardam corpos de falecidos, estão aguardando espaço para que possam ser devidamente enterrados. A falta de covas está acontecendo principalmente por conta da lentidão nas obras de ampliação do cemitério.

O prefeito de Palermo, Leoluca Orlando, informou:

"Os trâmites são lentos devido às grandes dificuldades burocráticas, administrativas e organizacionais, sobretudo pela inadequação dos carros funerários e do pessoal dos demais serviços obrigatórios".

A situação ficou ainda pior devido ao calor extremo observado neste período do ano no sul da Itália. Com temperaturas que chegam a 37º, o cemitério está contando com um cheiro forte devido à degradação dos cadáveres que ainda não foram enterrados.

O caso foi descrito pelo diretor do cemitério Leonardo Cristofaro, ao chefe de gabinete da Câmara Municipal, Sergio Pollicita, em um relato que foi divulgado à imprensa. Ele afirmou que “devido à falta de covas para sepultamento, além das altas temperaturas, numerosos caixões começaram a vazar profusamente”.

“A situação agora impõe o enterro imediato ou a compra urgente de um número adequado de caixões de zinco destinados a contê-los. Mas estamos cientes de que sem fossas ou caixões de zinco a situação só vai piorar até se tornar um grave perigo para a saúde", completou.

Até o momento, 500 caixões estão empilhados no campo de sepultamento esperando covas disponíveis e mais 420 aguardam por um lóculo no mesmo cemitério. Os primeiros, feitos de madeira, estão causando mais problemas especialmente devido ao calor e à degradação dos corpos.