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Por não resistirem a terremotos, prédios de Hiroshima que sobreviveram à bomba nuclear podem ser demolidos

A derrubada dos dois edifícios é questionada por moradores, que querem preservá-los como símbolos históricos

Joseane Pereira Publicado em 18/12/2019, às 08h00

Prédio que poderá ser demolido
Prédio que poderá ser demolido - Divulgação/Google

Um decreto da cidade japonesa de Hiroshima definiu a derrubada de dois prédios históricos até 2022. Sobreviventes da bomba atômica, os dois edifícios foram construídos em 1913 e usados na produção de uniformes militares e também como hospitais de emergência, após a cidade ter sido atingida pela bomba.

Feitos com concreto reforçado, os dois complexos fazem parte dos cerca de 80 prédios anteriores à bomba que continuam de pé. Segundo um sobrevivente da bomba de Hiroshima, "eles podem ser transformados em memoriais voltados à promoção da abolição de armas nucleares".

A possibilidade de que os prédios cairiam ou sofreriam danos profundos recorrentes de um terremoto foi atestada em 2017. Como afirmou Iwao Nakanishi ao jornal local Mainichi, "Considerando a importância história de contar sobre essa tragédia às futuras gerações, não podemos aceitar essa demolição". No dia da bomba atômica, Nakanishi estava em um dos prédios que podem ser demolidos.

Já uma visitante de 69 anos que visitou os edifícios afirmou ao jornal Yomiuri: “Esses são prédios valiosos que nos contam do horror da bomba atômica. Eu tive uma sensação forte depois de olhar diretamente para eles pela primeira vez, então tudo o que eu quero é que sejam preservados".