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Por que um robô irá 'viver' com pinguins na Antártida?

Cientistas buscam ajuda em pesquisas cruciais para animais, confira

Alan de Oliveira | @baco.deoli Publicado em 05/05/2022, às 11h32 - Atualizado às 11h37

Pinguins sendo rastreados por robô ECHO
Pinguins sendo rastreados por robô ECHO - Divulgação/ Woods Hole Oceanographic Institutio

Um projeto do "Woods Hole Oceanographic Institution", baseado na "Universidade de Massachusetts" (EUA), irá colocar um robô na Antártida. A Bahia de Akta é habitar de milhares pinguins da raça imperadores, mas a partir desta semana, eles irão desfrutar de uma companhia eletrônica, o robô de mais de 1 metro de altura, ECHO. 

Ele funciona como um veículo terrestre não tripulado e controlado remotamente pelos cientistas. O recurso conta com uma antena móvel que transmite dados a um observatório distante que monitora cerca de 300 pinguins a cada ano. Esse esforço dos pesquisadores busca encontrar meios de evitar uma possível extinção dos pinguins no Polo Sul do planeta

Em um estudo publicado em 2021 pela "Global Change Biology", podem restar apenas 2% de toda a população de pinguins-imperadores até 2100, se a emissão de gás estufa na atmosfera continuar percorrer no nível atual, gerando aquecimento do planeta e por consequência, derretimento do gelo da Antártida. 

Outra função bastante relevante da espécie, é o seu comportamento de sentinela, pois por seus movimentos, conseguimos notar mudanças em seu ecossistema, especialmente problemas ligados à crise climática. Sem a possibilidade de fácil acesso, os robôs ECHO podem realizar expedições no local sem afetar o espaço dos bichos, segundo a apuração do portal "Tilt", do grupo "UOL".

Estratégia e planejamento

Em primeiro lugar, 300 filhotes de pinguins são marcados com tiras de fitas simples nas pernas, sem o menor dano ou incômodo, para uma análise completa de estado de saúde. Por não saírem para caçar, os padrões detectados e problemas de saúde que podem aparecer, ficam mais nítidos para os cientistas, que não precisam ficar preocupados com fatores externos dos adultos.

Porém, o problema anteriormente dos estudos, era o armazenamento de dados, visto que o sistema de radiografia só funciona a cerca de 2 metros de distância. E aí que os robôs ECHO entram em ação, podendo ficar próximos dos animais, ele recolhe e transmites todas as informações.

"A biodiversidade no Oceano Antártico é tão pequena, em comparação com as regiões mais temperadas do mundo, que perder qualquer espécie é devastador. A evolução dos pinguins será capaz de preencher todos os nichos do planeta e, finalmente, criar animais capazes de sobreviver nesta área", explicou um cientista da "Woods Hole Oceanographic Institution", Dan Zitterbart.

Confira estudo completo nesse link;