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Prefeito de Curitiba monta projeto para multar quem distribuir comida para moradores de rua sem autorização

A gestão de Rafael Greca afirma que há necessidade de organização prévia para a distribuição

Redação Publicado em 01/04/2021, às 11h17

Imagem ilustrativa de um morador de rua
Imagem ilustrativa de um morador de rua - Divulgação/Pixabay

De acordo com informações publicadas na última quarta-feira, 31, pelo portal de notícias G1, o atual prefeito de Curitiba, Rafael Greca, do DEM, enviou para a Câmara Municipal uma proposta que prevê multa para aqueles que doarem comida para os moradores de rua sem autorização da prefeitura.

Segundo o projeto, a multa vai de R$ 150 a R$ 550, após o recebimento de uma advertência para quem “distribuir alimentos em desacordo com os horários, datas e locais autorizados pelo Município de Curitiba”.

De acordo com a gestão de Greca, atualmente, a população de sem-teto em Curitiba é de quase 3 mil, por isso, a prefeitura reitera a importância de uma organização prévia para a distribuição dos alimentos.

O posicionamento da prefeitura de Curitiba se deu em decorrência de um ‘descompasso’ na distribuição das marmitas. De acordo com a gestão, o fornecimento dos alimentos sem controle é arriscado. Segundo a prefeitura, alguns moradores de rua recebem muita comida, enquanto outros não recebem nada.

Além disso, Rafael justifica a criação do projeto informando que a distribuição sem controle acaba deixando resíduos de sobra pelo município, atraindo pragas.

A prefeitura afirma que o projeto intitulado ‘Programa Mesa Solidária’, pretende organizar o cadastro dos voluntários e ONGs, a fim de que a distribuição seja organizada conforme a necessidade.

As instituições, por sua vez, não aprovam a proposta, em uma carta aberta assinada pelas ONGs da região, os voluntários demonstraram descontentamento com o posicionamento do prefeito:

“Em meio a tantos problemas, tantas demandas não cumpridas, tantas possibilidades efetivas de resolver de forma eficaz o problema, a atitude é esta: proibir e penalizar quem faz”.