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Prefeito de Guarulhos emite pedido para o fechamento do Aeroporto Internacional de São Paulo

A solicitação tem como objetivo tentar conter a entrada de mais pessoas com a variante indiana do novo coronavírus em solo brasileiro

Penélope Coelho Publicado em 28/05/2021, às 08h45

Fachada do  Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos
Fachada do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos - Alexandre Possi/Wikimedia Commons

De acordo com informações publicadas na noite da última quinta-feira, 27, pelo G1, o prefeito do município de Guarulhos, na região metropolitana do estado de São Paulo, encaminhou um pedido ao governo federal solicitando que o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, seja fechado por 15 dias.

O pedido de Gustavo Henric Costa tem como objetivo conter a entrada de mais pessoas infectadas com a variante indiana do novo coronavírus, no Brasil. O GRU Airport, ou aeroporto de Cumbica, é o maior do país.

“Solicitamos o fechamento do espaço aéreo para voos comerciais (exceto transportes de cargas), mais especificamente a suspensão de todos os pousos e decolagens de voos internacionais de passageiros no Aeroporto de Guarulhos pelos próximos 15 dias, a fim de evitar que passageiros advindos do exterior propaguem novas Cepas no desembarque", revelou o pedido.

De acordo com a reportagem, caso a solicitação seja negada, o prefeito pediu para que seja elaborado um novo protocolo de restrições, ainda na tentativa de conter a variante e também novos casos de infecção.

Sabe-se que a cepa indiana do vírus, chamada de B.1.617, já foi identificada em um homem que desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no dia 22 de maio. Atualmente, existem sete casos identificados da variante no país.

No geral, as variantes são perigosas pelo potencial de afetarem a eficácia das vacinas contra o vírus. De acordo com as últimas informações divulgadas, o Brasil registra atualmente 16,3 milhões de casos da Covid-19; e as mortes no país já chegam a 457 mil.


As buscas pela origem da Covid 

Em janeiro deste ano, como relatou a equipe do site do Aventuras na História, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) visitaram a China para investigarem a origem da pandemia. Na ocasião, Peter Ben Embarek, que liderou as investigações, afirmou que a possibilidade do vírus ter saído de um laboratório chinês é pouco provável. 

Algumas semanas depois, no final de março, como também relatado pelo Aventuras, os pesquisadores disseram que o novo coronavírus, muito provavelmente, tenha sido levado de morcegos para humanos através de um animal que agiu como intermediário. 

"Apesar de vírus semelhantes terem sido encontrados em morcegos, a distância evolucionária entre esses vírus e o Sars-CoV-2 é estimada em várias décadas, sugerindo um elo perdido", diz o documento.

"O cenário que prevê um hospedeiro intermediário é considerado de provável a muito provável". No entanto, ainda é impossível determinar o animal que teria agido como intermediário. 

Outro dado muito interessante dessa pesquisa é que o relatório não acredita na possibilidade de o vírus ter sido criado em laboratório, descrevendo essa hipótese como ‘extremamente improvável’.