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Presidente da África do Sul apoia remoção de monumentos de figuras ligadas ao racismo

Há meses campanhas para a retirada de estátuas de personalidades do apartheid estão ganhando força no local

Penélope Coelho Publicado em 25/09/2020, às 13h07

Imagem meramente ilustrativa de uma estátua Leopoldo II  danificada na Bélgica
Imagem meramente ilustrativa de uma estátua Leopoldo II danificada na Bélgica - Divulgação

Desde a triste morte do segurança norte-americano e negro, George Floyd, em 25 de maio deste ano, a discussão sobre o racismo está crescendo em diversas partes do mundo. Através do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), em uma série de protestos que colocaram à tona diferentes pautas do racismo estrutural presente na sociedade, inclusive questionando sobre a presença de estátuas que prestam homenagens a figuras envolvidas em casos racistas.

O mesmo não foi diferente na África do Sul, já que no país a população fez uma grande campanha para a retirada de monumentos que glorificavam um passado racista. Sendo assim, o presidente, Cyril Ramaphosa, apoiou a remoção dessas estátuas.

De acordo com informações da BBC, Ramaphosa afirmou que "qualquer símbolo, monumento ou atividade que glorifique o racismo, que represente nosso passado horrível, não tem lugar na democrática África do Sul [...] Monumentos que glorificam nosso passado divisor devem ser reposicionados e realocados", disse o político durante um discurso feito virtualmente na última quinta-feira, 24.

Além disso, o líder ainda disse que a retirada das estátuas não pode ser vista como uma forma de apagar a história, mas sim "ser sensível às experiências vividas por todo o povo deste país". Cyri continuou afirmando: "Não pedimos desculpas por isso porque nosso objetivo é construir uma nação unida", finalizou.