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Presidente da Fundação Palmares diz que excluirá Marighella de acervo: “São como os escritos de Hitler”

Segundo explica Sérgio Camargo, a instituição não é “lata de lixo da esquerda caviar”

Fabio Previdelli Publicado em 25/05/2021, às 10h27

Sérgio Camargo, Fundação Cultural Palmares e Carlos Marighella
Sérgio Camargo, Fundação Cultural Palmares e Carlos Marighella - Divulgação/Twitter e Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro/Wikimedia Commons

Em sua conta oficial no Twitter, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, anunciou que excluirá do acervo da fundação obras relacionadas ao guerrilheiro Carlos Marighella, a qual se referiu como “lixo marxista”. Ele explicou que “seus textos são como os escritos de Hitler”. 

“’Poemas’ de Marighella (que fofo...) sairá do acervo cultural da Palmares. O terrorista comunista, negro falsificado pela esquerda, nunca será herói e referência cultural dos pretos honrados e trabalhadores do Brasil. Seus textos são como os escritos de Hitler. Devem ser banidos!”, publicou Camargo

"A esquerda precisa parar de empurrar estas tranqueiras comunistas para cima dos pretos. Não queremos, muito menos precisamos, de lixo marxista!", completou. 

Sérgio Camargo também comunicou que o acervo cultural da Palmares está entrando na fase de finalização. Segundo argumenta, a medida "mostrará que o 'legado' dos 30 anos da gestão da esquerda foi a corrupção da Cultura negra e o desvirtuamento da instituição pela ideologia comunista". Além disso, informou que Che Guevara, ao qual chamou de "racista", também sairá do acervo. 

A explicação para isso é que, segundo Camargo, a instituição não é "lata de lixo da esquerda caviar". Após seus tuites, muitos usuários questionaram se a medida de Sérgio não era similar a queima de livros promovida pelos nazistas na Segunda Guerra. 

Porém, ele rebateu e disse que as obras de Che e Marighella não serão queimados. “Não tentem me obrigar a fazer aquilo que não quero”, escreveu seguido por emojis de risadas.

O Presidente da Palmares informou que essas obras ficarão em uma estante separada para os “livros comprobatórios” e quem quiser consultá-los terá que fazê-los no que chamou de “Cantinho do Comunismo”.