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Presidente de Cuba responsabiliza embargos econômicos por crise vivida pelo país

Durante pronunciamento, político abordou as sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha comunista nas últimas décadas

Ingredi Brunato, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 12/07/2021, às 16h18

Miguel Díaz-Canel à esquerda, e imagem de manifestantes em Cuba à direita
Miguel Díaz-Canel à esquerda, e imagem de manifestantes em Cuba à direita - Wikipedia Commons/ Getty Images

Nesta segunda, 12, Miguel Díaz-Canel, o presidente de Cuba, fez um pronunciamento transmitido pela televisão em que abordou as imensas manifestações que tomaram o país no último domingo, 11. A notícia foi repercutida pelo G1. 

Segundo o político cubano, os protestos antigoverno, que reuniram milhares de pessoas, teriam sido uma resposta a problemas causados pelos embargos econômicos impostos pelos Estados Unidos durante décadas. 

Atualmente, Cuba vive sua maior crise econômica desde a queda da União Soviética. Os manifestantes entoaram palavras de ordem pedindo pela renúncia do presidente e expressaram sua insatisfação com o cerceamento de liberdades civis e falta de produtos de necessidade básica. 

"Estamos vivendo um momento muito difícil. Precisamos de uma mudança de sistema”, afirmou a professora de dança Miranda Lazara, de 53 anos, que protestou na cidade de Havana, segundo divulgado pelo G1. 

Outro motivo de descontentamento foi a maneira como o governo cubano lidou com a pandemia — o país comunista passa por uma alta de novos casos de Covid-19. 

"Estamos observando que nas últimas semanas se intensificou nas redes sociais uma campanha contra a revolução cubana, ao redor dos problemas e das carências que estamos vivendo", afirmou Canel em seu pronunciamento, segundo repercutido pela Revista Exame. 

Houve ainda um grande volume de policiais em meio aos manifestantes. Os oficiais dirigiam jipes e carregavam metralhadoras.