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Presidente do Haiti é morto a tiros em sua residência, diz primeiro-ministro

De acordo com o premiê Claude Joseph, Jovenel Moise foi baleado por volta de uma da manhã; primeira-dama também foi atingida

Penélope Coelho Publicado em 07/07/2021, às 08h39

Jovenel Moise, em 2016
Jovenel Moise, em 2016 - Getty Images

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias G1, na manhã desta quarta-feira, 7, o primeiro-ministro do Haiti, Claude Joseph, informou que o presidente do país, Jovenel Moise, de 53 anos, foi morto nesta madrugada.

Segundo o premiê, Moise foi assassinado a tiros em um ataque realizado em sua residência oficial, localizada em Porto Príncipe, capital do país. Ainda segundo informações de Joseph, a primeira-dama, Martine Moise também foi atingida por um tiro, contudo, ele não deu detalhes sobre o estado de saúde da mulher.

Em comunicado, o primeiro-ministro informou que "um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República" e "feriu mortalmente o Chefe de Estado" por volta da uma hora da manhã.

Em nota, Claude pediu para que a população do país mantenha a calma. O homem afirmou que a situação de segurança do Haiti está “sob o controle da Polícia Nacional haitiana e das Forças Armadas do Haiti". De acordo com o premiê “todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação".

Sabe-se que, atualmente, o país vive um momento conturbado de crise política. Em fevereiro deste ano, por exemplo, as autoridades locais informaram que o presidente já havia sido alvo de um ataque, na ocasião, mal sucedido.

Jovenel Moise estava no cargo desde 2017, mas não tinha o controle do Legislativo desde 2020, já que não houve eleições do país desde então. O homem ficaria na posição até fevereiro do ano que vem.

Contudo, a oposição tinha outra interpretação da Constituição: para eles, o mandato do presidente já havia terminado em fevereiro deste ano, ele era acusado por seus opositores de tentar instalar uma ditadura ao prolongar sua estadia na presidência, algo que o líder político negava.