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Presidente do Malawi critica restrições após ômicron: 'Devem ser baseadas na ciência, não na afrofobia'

Lazarus Chakwera acusou outros países de supostamente basearem suas decisões em um preconceito contra a África

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 29/11/2021, às 20h00

Lazarus Chakwera, presidente do Malawi, na COP26
Lazarus Chakwera, presidente do Malawi, na COP26 - Getty Images

Na manhã do último domingo, 28, Lazarus Chakwera, o presidente do Malawi, um pequeno país na África ocidental, utilizou seu perfil no Facebook, que é verificado e oficial, para opinar sobre as restrições de viagem que diversos países estão colocando em prática, especialmente em relação a viajantes vindos do continente africano.

De acordo com sua postagem, o político acredita que estas novas decisões contra a variante ômicron, tomadas por países poderosos, como os Estados Unidos e o Japão, não são motivadas por ciência, mas sim pelo fenômeno que ele chamou de ‘afrofobia’.

As restrições unilaterais de viagem agora impostas nos países da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) pelo Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos, e outros não são necessárias. Medidas relacionadas à Covid devem ser baseadas na ciência, não na afrofobia", escreveu.

Junto a Chakwera, Cyril Ramaphosa, o presidente da África do Sul — onde foi inicialmente identificada a nova variante da Covid — afirmou que estas restrições são muito prejudiciais aos países da África, já que muitos deles dependem de turismo para a economia nacional. As informações são do portal de notícias CNN.

Precisamos resistir às restrições de viagens injustificadas e não científicas que estão prejudicando as economias e setores das economias que dependem de viagens”, narrou Ramaphosa.