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Presidente peruano estuda castração química contra abusadores de menores

Pedro Castillo quer que país siga punição que já acontece em outras partes do mundo

Fabio Previdelli Publicado em 18/04/2022, às 10h55

O presidente peruano Pedro Castillo
O presidente peruano Pedro Castillo - Getty Images

Nos últimos dias, o Peru viveu uma onda de protestos populares pedindo por justiça em nome de uma menina de apenas três anos de idade que foi sequestrada e violentada sexualmente por Juan Antonio Enríquez, de 48.  

Como resposta, o presidente Pedro Castillo afirmou que seu governo estuda aplicar penas drásticas contra pessoas que cometerem crimes de tal natureza, como a aplicação da castração química — que consiste na administração de medicamentos que diminuem a libido e ajudam a inibir o desejo sexual. 

Chega de tanta violência, os crimes de violência sexual contra as crianças não serão tolerados por este governo, nem ficarão impunes. A dor desta família também é nossa, fico indignado diante de tanta crueldade", disse o chefe de Estado peruano, segundo aponta a AFP.

Para que a medida seja implementada, entretanto, é necessário uma aprovação do Congresso. "Este ato atroz e desumano nos leva a uma enorme reflexão como país para adotar políticas públicas de Estado mais severas que protejam os direitos humanos dos mais indefesos, que são as nossas crianças, e a castração química é uma opção, não podemos esperar mais", prosseguiu. 

Castillo apontou a possibilidade de tal punição ser incluída no código penal peruano, da mesma forma que acontece em outros países como Polônia, Rússia e até mesmo algumas regiões dos Estados Unidos.

"Exortamos o Congresso a respaldar medidas concretas em favor dos mais vulneráveis, porque não podemos seguir tolerando esses atos violentos que prejudicam nossa integridade como sociedade e destroem a vida de indefesos", completou.