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Preso injustamente, homem da Paraíba é solto após nove anos encarcerado

Eridan Constantino foi acusado sem evidências de ser cúmplice de um latrocínio e, apesar de ser inocentado por tribunais paraibanos, só agora saiu da prisão

Caio Tortamano Publicado em 01/08/2020, às 09h52

Imagem ilustrativa de pessoa presa
Imagem ilustrativa de pessoa presa - Pixabay

Sete anos depois de ter sido preso por supostamente cometer um latrocínio, Eridan Constantino tinha sido absolvido pelo crime em 2013, mas o alvará para sua soltura não foi cumprido. De acordo com o portal UOL, Eridan foi preso em 2011, mas absolvido dois anos depois pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

Os advogados, Joallyson Resende e Thiago Melo; foram contratados pelo ex-presidiário e se surpreenderam ao descobrir que ele já poderia ter sido solto há muito tempo. Melo afirmou que é uma realidade comum. A maioria dos presos não tem uma defesa técnica, assim, o erro envolvendo a prisão de Constantino poderia ter sido analisado anteriormente.

O episódio

Eridan foi preso após uma vítima ter tido o celular roubado e esfaqueada até a morte no bairro de José Américo, em João Pessoa. A polícia prendeu Roberto Lira, um homem que confessou o crime e afirmou que Constantino era seu comparsa. Dois anos depois teria sido pedida a soltura por falta de evidências.

O rapaz, mesmo absolvido por unanimidade, nunca teve o seu documento de soltura enviado para a Vara de Execuções Penais. Durante o tempo em cárcere, ele passou por diversas prisões na Paraíba, tendo a última delas sido de segurança máxima.