Busca
Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaYoutube Aventuras na HistóriaTiktok Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Rússia

Preso por espionagem, cientista russo é condenado a 14 anos de prisão

Anatoli Maslov, de 77 anos, é acusado de passar informações sobre programa de arma hipersônica ‘invencível’ para nação estrangeira; entenda!

Fabio Previdelli

por Fabio Previdelli

fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 21/05/2024, às 14h06

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
Imagem ilustrativa de um espião - Getty Images
Imagem ilustrativa de um espião - Getty Images

Acusado de transmitir informações secretas para uma grande potência estrangeira, o cientista russo Anatoli Maslov, de 77 anos, foi condenado nesta terça-feira, 21, a 14 anos de prisão, conforme relatam fontes oficiais do país. 

Maslov é acusado de passar informações sigilosas sobre um programa de armas hipersônicas da Rússia, aponta a agência estatal de notícias Tass. A arma seria "invencível", conforme descreveu Vladimir Putin

+ Índia libera suposto pombo espião capturado com uma mensagem codificada

"O tribunal determinou uma pena de 14 anos de privação de liberdade em uma colônia penal com um regime severo", disse o Poder Judiciário de São Petersburgo sem detalhar o caso, conforme repercutiu a AFP. 

O jornal Kommersant, conhecido por ser pró-Kremlin, aponta que as informações coletadas por Maslov foram transmitidas aos serviços de inteligência da Alemanha

A defesa

Olda Dinzé, advogada de defesa do cientista, rejeita as acusações e aponta que Anatoli Maslov é inocente, conforme repercute a Tass. "Ele afirma não ter feito nada de ruim ou ilegal. Dedicou toda a sua vida à família e à ciência nacional". 

A defesa considera que não há crime nas ações de Maslov", completou. 

Desde a invasão à Ucrânia, a Rússia passou a intensificar a perseguição de cientistas. Maslov, por exemplo, que trabalhava em Novosibirsk, na Sibéria, foi detido no verão de 2022 ao lado de outros dois colegas: Dimitri Kokler, que morreu na prisão; e Alexander Chipliuk, que aguarda julgamento.