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Primeira-ministra sueca deixa o cargo apenas 8 horas depois de eleição

Magdalena Andersson justificou sua saída com preocupações em relação à sua legitimidade

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 24/11/2021, às 18h00

Magdalena durante discurso após se tornar primeira-ministra
Magdalena durante discurso após se tornar primeira-ministra - Divulgação/ Youtube/ euronews

Magdalena Andersson assumiu o cargo de primeira-ministra da Suécia nesta quarta-feira, 24, tornando-se a primeira mulher da história do país a ocupar a posição.

Depois da quebra da coalizão com os políticos ecologistas, aliados importantes de seu governo, contudo, ela acabou anunciando sua renúncia. A eleição da mulher havia ocorrido pouco menos de oito horas antes.

Vale mencionar que sua vitória fora apertada: 174 parlamentares votaram contra ela. Caso fossem 175 votos, Magdalena já não poderia assumir a função, segundo o G1.

Seu mandato também não teve um bom início, sofrendo de imediato uma derrota quando a política não conseguiu apoio suficiente para aprovar um plano de orçamento governamental. 

Há uma prática constitucional segundo a qual um governo de coalizão renuncia quando um partido sai. Não quero liderar um governo cuja legitimidade esteja em questão", declarou Magdalena, de acordo com informações repercutidas pelo UOL. 

A social-democrata também expressou o desejo de concorrer pelo cargo novamente no futuro. No governo anterior, de Stefan Löfven, que renunciou no último dia 10 de novembro, Andersson atuava como ministra de Finanças.