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Notícias / Arqueologia

Primeiras evidências do Faraó Quéops são descobertas no Egito

Conhecido pela construção da maior das três Pirâmides de Gizé, Quéops governou há cerca de 4,5 mil anos

Fabio Previdelli Publicado em 18/06/2022, às 09h00

Primeiras evidências do Faraó Quéops são descobertas no Egito - Ministry of Tourism and Antiquities
Primeiras evidências do Faraó Quéops são descobertas no Egito - Ministry of Tourism and Antiquities

Na última segunda-feira, 13, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, através de suas redes sociais, anunciou a descoberta de artefatos datados do período em que o faraó Quéops governou, entre 2589 e 2566 a.C, ou seja, há cerca de 4,5 mil anos. Ele é conhecido pela construção da maior das três Pirâmides de Gizé.

A expedição arqueológica, comandada por pesquisadores germano-egípcios, também revelou, junto a blocos de pedra, restos do Templo do Sol. O achado se deu dentro do museu ao ar livre de Matariya.

Artefatos da era Quéops são descobertos no Egito / Crédito: Ministry of Tourism and Antiquities

De acordo com a publicação do Ministério, essa é a primeira vez que objetos datados da época de Quéops são encontrados em Ayn-Shams (ou “Olho do Sol”, em tradução do árabe). O Ancient Origins aponta que a região explorada chegou a fazer parte da cidade de Heliópolis, conhecida por ser um centro espiritual do culto egípcio ao Sol. 

Os artefatos encontrados

Entre as descobertas, destacam-se materiais que podem ter feito parte de um edifício ou até então servido como material de construção para as Pirâmides de Gizé, que foram erguidas durante o Período Ramesside (entre a 19ª e a 22ª Dinastias).

A especulação se dá por conta da descoberta de fragmentos que estavam em várias camadas de detritos. Esse intervalo de tempo está associado ao uso de pedras de períodos históricos anteriores, como o romano, romano tardio, islâmico primitivo, mameluco e otomano, aponta o AhramOnline.

Artefatos da era Quéops são descobertos no Egito / Crédito: Ministry of Tourism and Antiquities

Ao site, Ayman Ashmawi, chefe do Setor de Antiguidades Egípcias do Conselho Supremo de Antiguidades, relatou que os diversos restos de estátuas — em especial as esfinges — podem ser evidências de que diversos reis estiveram presentes naquela região, como Amenemhat II, Sesostris III, Tutmés III , entre outros. 

Por fim, a expedição também localizou um pedestal do faraó Amásis (que governou entre 570 e 526 a.C.) e diversas instalações de altares do período tardio (de 525 até 332 a.C).  Uma escultura de quartzo, em formato de esfinge do rei Amenhotep II, além da base de uma estátua de babuíno de granito rosa, também foram identificadas.

Artefatos da era Quéops são descobertos no Egito / Crédito: Ministry of Tourism and Antiquities

Um dos achados que mais impressionou foi um pedaço de granito pertencente ao reinado de Pepi, em 2.280 a.C.. No objeto foram notadas inscrições dedicadas ao deus Hórus, que possui a cabeça de um falcão. 

Ao AhramOnline, Dietrich Raue, colíder das escavações, celebrou a expedição. "Pela primeira vez, fragmentos do rei Quéops da 4ª Dinastia foram encontrados em Heliópolis", declarou. 

Artefatos da era Quéops são descobertos no Egito / Crédito: Ministry of Tourism and Antiquities

O trabalho de escavação também forneceu evidências adicionais para a história anterior da área”, acrescentou.