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Primeiro caso do vírus de Marburg, semelhante ao Ebola, é registrado em Guiné

Com mortalidade média de 50%, a causadora da 'febre hemorrágica' chama atenção das autoridades do país africano

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 11/08/2021, às 09h21

Imagem microscópica de amostra viral
Imagem microscópica de amostra viral - Divulgação/Dr. Fredrick Murphy/Sylvia Whitfield/CDC

Um paciente faleceu em decorrência de complicações da primeira infecção do raro vírus de Marburg em Guiné, como informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na última segunda-feira, 9, e repercutiu o portal da CNN Brasil. Relacionado ao Ebola devido aos efeitos semelhantes, o vírus altamente infeccioso foi localizado no município de Gueckedou, no sul do país africano.

A amostra do vírus foi coletada e identificada após os relatos idênticos aos de febre hemorrágica, condição intensa de aquecimento do corpo, dor de cabeça e, por fim, sangramento interno ou externo, resultando na falência de órgãos. Com a confirmação, as autoridades de saúde nacional foram notificadas para evitar o contágio de outros cidadãos.

A origem do vírus de Marburg, no entanto, tem semelhança com outra mutação que acomete o mundo; assim como a covid-19, ele resulta de fluídos corporais de morcegos, sendo estes frugívoros — contudo, ainda não possui tratamento antiviral ou vacina. A morte no Guiné ocorreu no dia 2 de agosto.

Apesar do registro inédito no Guiné, o vírus já possui registros científicos desde 1967, quando foi detectado pela primeira vez na cidade alemã que o batiza — contudo, as amostras foram coletadas de macacos importados de Uganda, conforme registrou reportagem do G1. Na história da ciência, apenas 7 de 14 infectados morreram da doença, constatando a mortalidade média de 50%.