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Primeiro encouraçado japonês naufragado durante a Segunda Guerra é encontrado

O encouraçado Hiei foi atingido em 1942, durante a Batalha de Guadalcanal, e estava desde então perdido nas águas das Ilhas Salomão

Letícia Yazbek Publicado em 08/02/2019, às 16h00 - Atualizado em 09/02/2019, às 11h52

Torreta de artilharia no convés do Hiei
Vulcan Inc.

Pesquisadores confirmaram que um navio naufragado, descoberto nas profundezas das Ilhas Salomão no ano passado, é o navio da Marinha Imperial Japonesa Hiei, o primeiro encouraçado japonês perdido durante a Segunda Guerra Mundial. Encouraçados consitiam nos maiores navios de guerra de todos os tempos, o coração da frota, até serem superados pelos porta-aviões na própria Segunda Guerra.  

O encouraçado foi encontrado a 985 metros de profundidade, a noroeste da Ilha Savo, pela organização Vulcan, criada por Paul Allen, co-fundador da Microsoft, falecido em outubro passado.

Em janeiro, a equipe utilizou embarcações submarinas controladas remotamente para explorar o navio. As imagens mostraram as enormes hélices e o leme do antigo navio, além dos canos dos canhões antiaéreos. Elas também revelaram uma grande quebra no casco.

O encouraçado japonês Hiei Reprodução

Projetado por George Thurston, renomado arquiteto naval britânico, o Hiei foi construído em 1911. Foi utilizado na China, durante a Primeira Guerra Mundial, antes de ser desativado. Em 1937, foi preparado para a Segunda Guerra, sofrendo grandes modificações.

Em 7 de dezembro de 1941, participou do ataque à base de Pearl Habor, que destruiu 21 navios e 347 aviões americanos. No ano seguinte, um ataque dos aliados, durante a Batalha de Guadalcanal, danificou profundamente o navio e o tornou inutilizável. Até agora, acreditava-se que a tripulação teria abandonado a embarcação antes que ela afundasse.

Segundo Kazushige Todaka, diretor do Museu Marítimo de Kure, em entrevista à emissora japonesa NHK, as imagens indicam que um terço do casco do Hiei está faltando, sugerindo que uma explosão teria sido responsável por afundar o navio. “Esta descoberta mostra a tragédia da guerra e eu acredito que isso também serve para lembrar as pessoas que a guerra é real, não uma história”.


Com informações de NHK Japão