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Primeiro paciente infectado com a variante Delta é registrado em SP

Caso foi confirmado na noite de ontem, 5, pela Secretaria Municipal de Saúde

Fabio Previdelli Publicado em 06/07/2021, às 10h15

Imagem ilustrativa do coronavírus
Imagem ilustrativa do coronavírus - Centers for Disease Control and Prevention's/Wikimedia Commons

Na noite de ontem, 5, foi confirmado pela primeira vez São Paulo um caso de infecção de um paciente com a variante Delta da Covid-19 — mutação que se originou na Índia. De acordo com o G1, trata-se de um homem de 45 anos, que não teve a identidade revelada.  

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente está sendo monitorado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) da região em que reside. Seus familiares também estão sendo observados pela equipe de saúde.  

Segundo Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante Delta tem se tornado dominante em todo o mundo. Como explica o G1, por aqui, a cepa já é responsável por vitimar duas pessoas desde que chegou, há cerca de um mês.  

Como explica o professor Tim Spector, que dirige o estudo Zoe Covid Symptom, no Reino Unido, em entrevista à BBC, a nova cepa possui uma evolução nos sintomas, apresentando a dor de cabeça como a mais comum delas. Dor de garganta, coriza e febre também são relatados em pacientes.  

Além disso, ela pode ser muito mais transmissível e também não apresenta características comuns da Covid-19 que estamos acostumados a ouvir, como a tosse ou a perda de olfato e paladar, o que preocupa o especialista, que aponta que as semelhanças com um resfriado comum fazem as pessoas perceberem que estão com a nova variante — por consequência, elas tomam menos cuidado com as medidas preventivas.  

Sobre a Covid-19 

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 18,3 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 525 mil no país.   

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.   

De lá pra cá, a doença já infectou 184 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,98 milhão de mortes, sendo mais de 525 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19.