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Principal atração de novo museu egípcio, tumba de Tutancâmon terá objetos nunca antes exibidos

Com inauguração programada para 2020, o gigantesco museu aposta no mais famoso faraó para ser sua estrela. Para isso, traz até novidades de milênios atrás

Vinícius Buono Publicado em 02/09/2019, às 10h00

Howard Carter trabalhando no sarcófago de Tutancâmon
Howard Carter trabalhando no sarcófago de Tutancâmon - Reprodução

Preparativos continuam para a abertura do Grand Egyptian Museum (GEM, ou Grande Museu Egípcio, em tradução livre) no Cairo, capital do país, programada para o final de 2020.

Com um orçamento de um bilhão de dólares, os curadores do museu correm contra o tempo para deixar tudo em ordem, com o foco sendo o Faraó Tutancâmon e muitas das riquezas encontradas pelo arqueólogo britânico Howard Carter e sua equipe na década de 1920, inclusive objetos que nunca foram exibidos ao público.

O sarcófago do faraó menino foi removido para restauração pela primeira vez esse ano devido a um estado avançado de deterioração. A ideia é recriar o mausoléu utilizando, inclusive, hologramas. Tais objetos permanecem desconhecidos.

Inicialmente, pensava-se que a tumba, encontrada completamente intocada pelo arqueólogo, possuía alguma maldição. Muitas pessoas relacionadas a descoberta morreram misteriosamente. Mesmo assim, os egípcios pretendem fazer do Rei Tut, como também é conhecido, a atração principal do museu.

O faraó é um dos mais famosos do Egito também pelas condições curiosas descobertas pelos cientistas acerca de sua vida: chegou ao trono com apenas 10 anos e morreu com 19, não se sabe se por acidente ou por homicídio. Desde o século 20, a famosa efígie dourada de seu sarcófago virou sinônimo de múmias, faraós e tudo o que faz parte do Antigo Egito.

Especula-se que a tumba ainda não tenha sido completamente descoberta, quase um século depois, com a possibilidade de câmaras escondidas abrigarem as múmias de parentes de Tutancâmon.

Considerado o maior museu arqueológico do mundo, também contará com uma gigantesca estátua de outro faraó famoso, Ramsés II, além de três múmias encontradas, em 2018, num grande sarcófago de 2000 anos de idade cuja descoberta e abertura também geraram medo por causa de possíveis maldições.