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Principal candidato à presidência da República do Congo morre de Covid-19

Aos 60 anos, Guy-Brice Parfait Kolelas era um dos únicos políticos que poderia derrotar Denis Sasssou Nguesso nas urnas

Pamela Malva Publicado em 22/03/2021, às 11h00 - Atualizado às 11h25

Imagem de Guy-Brice Parfait Kolelas durante comício
Imagem de Guy-Brice Parfait Kolelas durante comício - Divulgação/Youtube

No último domingo, 21, eleitores da República Democrática do Congo foram às urnas para decidir seu novo presidente. No mesmo dia, contudo, Guy-Brice Parfait Kolelas, o principal rival do atual governante, faleceu em decorrência do novo Coronavírus.

Aos 60 anos, Kolelas testou positivo para a Covid-19 na sexta-feira e, por isso, não conseguiu comparecer a um dos seus últimos comícios. Pouco antes do início das eleições, então, ele publicou um vídeo em suas redes sociais.

"Meus queridos compatriotas, [estou] lutando contra a morte, mas peço que se levantem”, pontuou Kolelas. “Votem pela mudança. Assim não terei lutado por nada.” Segundo sua equipe, todavia, o candidato faleceu naquela mesma tarde.

Em comunicado oficial, Christian Cyr Rodrigue Mayanda, diretor de campanha do candidato, afirmou que Kolelas "morreu no avião que veio buscá-lo em Brazzaville". Ainda assim, afirmando que o homem "estava na frente em algumas cidades" do Congo, o representante afirmou que a equipe continuaria "contando as cédulas".

Guy-Brice Kolelas era o único candidato popular o suficiente para concorrer, de fato, contra o presidente Denis Sasssou Nguesso, de 77 anos. Governante a República do Congo há 36 anos, o atual líder espera ser reeleito logo no primeiro turno das recentes eleições, cujos resultados devem ser anunciados nos próximos dias.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 11.998.233 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 294.115 no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 123 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,7milhões de mortes.