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Príncipe é suspeito de caçar o 'maior urso vivo da Europa'

Um grupo ativista aponta que o monarca de Liechtenstein confundiu um mandato de caça na Romênia e executou o animal de 17 anos

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 06/05/2021, às 09h33

Fotografia em vida do urso Arthur
Fotografia em vida do urso Arthur - Divulgação/ Agent Green

Ativistas ambientais da Agent Green reuniram evidências de que o príncipe de Liechtenstein, Emanuel von und zu Liechtenstein, teria sido o responsável por assassinar o então maior urso vivo da Europa durante uma viagem de caça feita na Romênia. A ocasião é datada de março deste ano.

As informações foram divulgadas pela BBC News, acrescentando que o monarca teria recebido uma licença para efetuar o disparo contra um animal que, semanas antes, causou danos materiais a fazendas da região — mas acabou atirando em Arthur, um urso marrom de 17 anos que nada tinha a ver com a solicitação.

Com a divulgação da possível caça ilegal, a guarda ambiental nacional da Romênia iniciou um inquérito para apurar o óbito do urso, mas não terá de entrar em trâmite com a Áustria caso autue o príncipe, pois ele reside no país.

O gabinete de Emanuel respondeu a agência AFP afirmando que não tinha ciência dos antecedentes, considerando um "assunto pessoal e privado", mas acrescentou que a família real tem um compromisso "com a sustentabilidade ecológica e social"