Notícias » Brasil

Procuradoria-Geral da República denuncia Roberto Jefferson por incitação ao crime e homofobia

Presidente do partido PTB e ex-deputado federal, o político está preso preventivamente desde o dia 13 de agosto

Pamela Malva Publicado em 30/08/2021, às 18h00

Fotografia de Roberto Jefferson
Fotografia de Roberto Jefferson - Divulgação/ Valter Campanato/ Agência Brasil

No dia 25 de agosto, a subprocuradora Lindôra Araújo ofereceu uma denúncia contra o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson. Agora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o político por homofobia e por incitação ao crime.

Segundo a CNN, o documento apresentado por Lindôra tem oito páginas, nas quais ela cita uma série de comportamentos do ex-deputado. Entre as atitudes citadas na peça, estaria uma série de entrevistas dadas por Jefferson, nas quais ele estimulou a invasão do Congresso, a reação contra policiais militares e o ataque a algumas instituições.

Ainda mais, o documento da PGR narra supostos posicionamentos homofóbicos do ex-deputado, como quando o político associou pessoas da comunidade LGBTQIA+ ao tráfico de drogas — na ocasião, ele não apresentou quaiquer provas para embasar sua versão.

Para Lindôra Araújo, inclusive, caso Jefferson seja condenado, seus crimes devem ser enquadrados em uma pena com valor de “ressarcimento mínimo para os que foram ofendidos pelo infrator”. Isso porque, em agosto deste ano, por exemplo, o ex-deputado teria publicado um vídeo onde praticava homofobia “de modo livre e consciente”.

Prisão preventiva

Roberto Jeffersonestá preso desde o último dia 13, suspeito de integrar uma suposta milícia digital, cujo objetivo é atacar instituições democráticas. Sua detenção foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Diante das acusações, a defesa do ex-deputado entrou com um pedido de prisão domiciliar, afirmando que o político sofre com sérios problemas de saúde. Segundo seus advogados, Jefferson teria diabetes, hipotireoidismo e diverticulite, além de sequelas de um tratamento de câncer e de uma cirurgia bariátrica.

De acordo com a CNN, o Ministério Público, então, pediu que a exigência da defesa seja analisada por Alexandre de Moraes, que ainda é o relator do caso. Nesse sentido, os advogados do ex-deputado pedem que o ministro converta a detenção de Jefferson como fez com Sara Winter, Daniel Silveira e Oswaldo Eustáquio.