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Notícias / Texas

Professor de escola que sofreu ataque desabafa sobre polícia: 'covardes'

Arnulfo Reyes estava em uma das salas atacadas em escola no Texas

Éric Moreira Publicado em 09/06/2022, às 11h40

Arnulfo Reyes, professor de escola do Texas que sofreu com atentado de um jovem de 18 anos - Divulgação/YouTube/ABC News
Arnulfo Reyes, professor de escola do Texas que sofreu com atentado de um jovem de 18 anos - Divulgação/YouTube/ABC News

Arnulfo Reyes é um professor de primário, que leciona há 17 anos e dava aula na Robb Elementary School durante o atentado provocado pelo jovem Salvador Ramos, de 18 anos, no dia 24 de maio. Segundo o professor, os policiais teria sido "covardes" na situação, permanecido no corredor enquanto o atirador estava preso em uma das salas, com diversas crianças dentro.

Em entrevista para a ABC News, Arnulfo Reyes conta, comovido, sobre sua versão do atentado, como orientou os alunos a agirem e sobre a forma como a polícia texana agiu no momento. Segundo o professor, os 11 alunos de sua sala estavam assistindo a um filme quando os disparos começaram, e todas se esconderam debaixo de suas mesas e fingiam dormir, como haviam sido ensinados.

Salvador Ramos, responsável pelo assassinato de 22 pessoas no dia — sendo sua avó, 2 funcionários da escola e 19 crianças — invadiu a sala e iniciou os disparos. Reyes foi atingido e fingiu estar inconsciente, enquanto "rezava para que nenhum dos meus alunos falasse", como disse em entrevista.

Um dos alunos na outra sala de aula estava gritando: 'Policial, estamos aqui. Estamos aqui'. Mas eles foram embora. Então ele [o assassino] se levantou de trás da minha mesa e começou a atirar novamente", descreveu Arnulfo Reyes para a ABC News. "Não há desculpa para suas ações e nunca os perdoarei", completou. "Vocês tinham um colete à prova de balas. Eu não tinha nada."

Polícia

As autoridades competentes apenas atestaram que a polícia estava "equivocada" ao constatar que a situação havia mudado de "atirador alvo" para "sujeito acuado". Durante o ataque, as crianças ligavam ansiosas para o 911, número de emergências, para informar sobre vítimas de disparos.

Os investigadores dizem que não foram retransmitidas aos policiais no local, que apenas esperavam por mais equipamentos armados para atacar o assassino.