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Notícias / Automóveis

Proibição da venda de veículos a combustão na Europa é aprovada

A proposta prevê fim desses automóveis a partir de 2035 na Europa

Isabelly de Lima, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 08/06/2022, às 20h14

Imagem ilustrativa - pixel2013, via Pixabay
Imagem ilustrativa - pixel2013, via Pixabay

A venda de carros novos com motores a combustão na Europa está com os dias, ou melhor, os anos contados. Na tarde desta quarta-feira, 8, foi confirmada através de votação dos deputados a decisão de que as vendas de tais automóveis serão finalizadas no ano de 2035.

A sessão plenária aconteceu em Estrasburgo, na França e acabou com 339 votos a favor, 249 contra e 24 abstenções acerca da proposta, que está inserida no chamado "Pacto Verde", que visa a neutralidade de carbono em 2050.

Na prática, Bruxelas vai proibir, a partir de 2035, a venda de carros particulares e caminhonetes novos que emitam o principal gás de efeito estufa, o dióxido de carbono (CO2). Isso representa todos os veículos com motores a diesel, gasolina e híbridos.

O destino da indústria automotiva

A Europa é o primeiro continente a fixar o objetivo de alcançar a neutralidade climática em 2050. Pascal Canfin (Renew, Liberais), Presidente da Comissão do Meio Ambiente do Parlamento afirmou, via Uol, que já que um carro roda, em média, 15 anos, estão “traçando um rumo claro para a indústria, apoiando o fim dos motores a combustão em 2035, uma vitória importante e consistente com o objetivo de neutralidade de carbono em 2050”.

Além de ajudar o meio ambiente, "a eliminação progressiva dos motores a combustão é uma oportunidade histórica para acabar com a nossa dependência do petróleo”, assim como o aumento da produção de veículos elétricos provavelmente reduzirá seus preços, celebra Alex Keynes, da ONG Transportes&Ambiente.

A direita, que votou contra o texto, está alarmada com as consequências industriais, e não conseguiram aprovar a emenda que promove o uso de "combustíveis sintéticos", potencialmente mais ecológicos do que os combustíveis fósseis. Atualmente, os automóveis representam 12% das emissões de dióxido de carbono (CO2) na União Europeia.