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Projeto brasileiro de preservação de botos raros ganha prêmio internacional

A ONG Kaosa, do ambientalista Pedro Fruet, busca alternativas para salvar os raros animais marinhos

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 07/06/2021, às 14h31

Fotografia dos botos
Fotografia dos botos - Divulgação/Facebook/@ongkaosa

O pesquisador brasileiro Pedro Fruet foi premiado com o Whitley Award, uma das mais importantes condecorações internacionais de preservação ambiental, por seu trabalho “Construindo pontes para incentivar a coexistência com o boto-de-Lahille no sul do Brasil”, recebendo 40 mil libras (aproximadamente R$ 286 mil reais) da fundação britânica Whitley Fund for Nature.

De acordo com a revista Galileu, o projeto iniciou na ONG Kaosa, em Rio Grande (RS), fundada em 2007 para favorecer o clima local e campanhas de integração de cidadãos e instituições privadas e públicas pelo meio-ambiente.

Com isso, os botos-de-Lahille tornaram-se símbolos da ONG pela proximidade do bioma, apesar da ameaça de extinção.

Buscando salvá-los, há cerca de 600 indivíduos da espécie atualmente, concentrados nas costas do Brasil, Uruguai e Argentina, mas especificamente no Estuário da Lagoa dos Patos, onde a ONG auxilia com campanhas para a realização de pesca sustentável na região — visto que, através da captura acidental, 40% das mortes de botos-de-Lahille ocorrem naquela região.

Junto do projeto de Pedro, outros seis ambientalistas da África do Sul, Índia, Nigéria, Argentina e Quênia foram prestigiados com a premiação. No ano passado, duas brasileiras também foram contempladas, sendo Gabriela Rezende e Patrícia Medici. Ambas trabalham no Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Patrícia com antas e Gabriela com micos-leões-pretos.