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Projeto de lei para feriado nacional em homenagem a Irmã Dulce é aprovado no Senado

A freira brasileira foi canonizada em 2019

Penélope Coelho Publicado em 23/11/2021, às 09h34

Irmã Dulce
Irmã Dulce - Divulgação/Youtube/Verbo Filmes

Na tarde da última terça-feira, 22, a Comissão de Educação do Senado aprovou um projeto de lei para criação de um feriado nacional em homenagem a Irmã Dulce.

Para ser aprovada, a proposta do senador Angelo Coronel, do PSD da Bahia, precisará passar por análise na Câmera dos Deputados. Caso passe nessa etapa, ainda será necessário sanção presidencial para que a lei entre em vigor.

Caso seja aprovado em todas as etapas, o chamado ‘Dia de Santa Dulce dos Pobres’ será celebrado todos os anos, no dia 13 de março. As informações são do portal de notícias UOL.

Segundo revelado na publicação, a data escolhida marca o dia da morte da religiosa, em 1992, e já é tradicionalmente lembrada por seus devotos.

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, foi uma freira brasileira, que teve a vida religiosa marcada por ajudar os mais necessitados. Ela foi canonizada 27 anos após sua morte, em outubro de 2019.

O legado humanitário da Irmã Dulce

A comitiva do presidente Eurico Gaspar Dutra cumpria o roteiro pré-determinado em direção à Igreja do Bonfim, na capital baiana. Visita de praxe ao santuário. Ponto turístico. Fotografias para os jornais. Tudo dentro do previsto. Até uma aglomeração se formar, impedindo a passagem da carreata. Surpresa.

Uma freira franzina, acompanhada de 300 crianças, solicitava ser ouvida pelo dirigente da Nação. Com voz suave e olhar compassivo, rogou ao militar que fosse, simbolicamente, seu avô. Fora atendida. Sem demora, recursos federais aportavam nas obras assistenciais de Irmã Dulce (1914-1992).

A assertividade, traço de personalidade predominante na religiosa nascida em Salvador, destoava de sua aparência miúda, fragilizada pelos problemas respiratórios, que despontaram na juventude e se agravaram com o passar dos anos. Não tinha constrangimento algum em pedir pelos pobres e doentes.

Com uma mão, batia na porta de políticos, empresários e bem-nascidos; com a outra, acolhia e confortava os necessitados. Certa vez, conta o jornalista Jorge Gauthier, no livro-reportagem Irmã Dulce: Os Milagres pela Fé (Editora Autografia), a freira viu uma de suas palmas ser preenchida com o cuspe de um comerciante, que se recusava a contribuir.

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