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Projetos de construção de estradas na Amazônia desmatariam 2,4 milhões de hectares

Apesar do papel crítico que desempenha no armazenamento de carbono, o governo da região continua aprovando propostas negativas a existência da floresta

Paola Churchill Publicado em 17/03/2020, às 16h50

Área desmatada da floresta amazônica
Área desmatada da floresta amazônica - Getty Images

Uma equipe de pesquisadores da Bolívia, Brasil, Colômbia, Estados Unidos e Suécia descobriram que boa parte dos projetos de estradas planejados para a floresta amazônica não foram avaliados para ver os danos que podem causar ao meio ambiente.

A equipe avaliou 75 projetos de construções de rodovias que estão programadas para os próximos cinco anos. Eles observaram que juntas, essas obras somam 12 mil quilômetros e os custos para tal empreitada resultaria em aproximadamente US$ 27 bilhões. As construções serão feitas para promover o setor agrícola e da pecuária.

Dados apontam que a área desmatada para esse projeto seria em aproximadamente 2,4 milhões de hectares de mata tropical. 17% das obras violam regulamentos ambientais ou direitos dos indígenas.

Parte da Floresta Amazônica ainda não desmatada/ Créditos: Wikimedia Commons 

 

E ainda, se o dinheiro gasto nessas ideias não resultaria em ganho econômico, quando na verdade, boa parte delas iriam ter perdas. Os pesquisadores ainda classificaram as vias por grau de impacto tanto ambiental como social e chegaram a conclusão que, se os idealizadores das obras aprovassem as de menor impacto e descartasse as demais, veriam um ganho líquido de US$ 4 bilhões e reduziria a perda da floresta tropical a apenas 10% dos primeiros esboços do plano.

Se houvesse uma avaliação apropriada dessas obras na Amazônia, a quantidade de floresta desmatada e os custos seriam bem reduzidos.