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Psiquiatra forense diz que acusado de chacina do DF “não tem nenhuma forma de ser corrigido”

Em entrevista ao UOL News, Guido Palomba falou sobre a personalidade de Lázaro Barbosa: “se estiver solto em sociedade vai delinquir"

Fabio Previdelli Publicado em 19/06/2021, às 09h21

Imagens de circuito interno que mostram Lázaro
Imagens de circuito interno que mostram Lázaro - Divulgação/ Polícia Militar

Em entrevista ao UOL News, o psiquiatra forense Guido Palomba, analisou traços da personalidade de Lázaro Barbosa, acusado de chacina no DF, e disse que ele é uma pessoa com uma patologia grave e sem correção.  

"Não falta inteligência para ele, ele raciocina. O que eu quero dizer é que ele não tem nenhuma forma de ser corrigido, ou seja, ele nasceu assim, se desenvolveu assim com essa característica patológica”, explica.  

Para o psiquiatra, Lázaro é o tipo de indivíduo que, se for solto ou fugir depois de preso, continuará cometendo crimes. “É um indivíduo de altíssima periculosidade que se estiver solto em sociedade vai delinquir". 

Guido Palombo crê que as buscas por Lázaro acabarão de duas maneiras: "ou ele vai para tudo ou nada, porque para ele a vida tanto faz, ou ele vai se entregar como se fosse um arrependido para ir preso, fugir e depois voltar a praticar crimes". 

Sobre Lázaro

Uma força tarefa, com mais de 200 agentes, busca incansavelmente Lázaro Barbosa há mais de dez dias. O brasileiro de 32 anos é suspeito de ter cometido uma chacina contra uma família do Distrito Federal, deixando quatro mortos, no começo de junho.

Além do recente massacre, Barbosa também é acusado de ter assassinado, com golpes de machado, um idoso em Goiás, no ano de 2020. Após os homicídios de semanas atrás, Lázaro conseguiu fugir e se encontra atualmente foragido da polícia.

Ainda que os esforços sejam máximos para capturar o suposto serial killer o mais rápido possível, esta não é a primeira vez que Barbosa causa problemas na Justiça e consegue fugir de policiais.