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"PT nunca mais": Ciro Gomes rejeita possíveis alianças nas eleições de 2022

O ex-governador do Ceará afirmou que Lula está "tomado de ódio" e que não se arrepende de ter viajado a Paris na última eleição presidencial

Redação Publicado em 19/04/2021, às 11h30

Ciro Gomes fala durante entrevista
Ciro Gomes fala durante entrevista - Wikimedia Commons

O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, manifestou recusa a uma possível aliança de pré-candidatos contra o atual cenário de força para o cargo máximo do poder executivo, como informou em entrevista ao jornal O Globo divulgada no último domingo, 18. De acordo com o ex-governador do Ceará, a recusa por Bolsonaro e Lula é uma decisão mais “reflexiva do que passional”.

No caso de Luís Inácio e o PT, o político aponta o fanatismo e ausência de autocrítica como um fator chave para descartar qualquer parceria com o partido, citando a saída de Dilma Rouseff: “No Senado, Renan Calheiros e Eunício Oliveira apoiaram o impeachment. Aí, eu parto para cima dessa gente. E, um ano depois, lá está Lula agarrado a eles. E ainda tem quem ache que devo alguma coisa ao PT. Nunca mais faço aliança com eles”, afirmou.

Ainda na entrevista, Ciro falou que seu último encontro com Lulafoi em setembro de 2020 e que, já naquela época, sofria ataques do que chamou de “lulopetistas fanáticos” em blogs e redes sociais: “Achei que devia colaborar. Mas Lula virou uma pessoa que, o que diz de manhã, já não serve de tarde. Está tomado de ódio. Tudo o que domina Lula hoje é a vontade de se vingar. Lula tem cinismo”.

Ele acrescentou que não se arrepende de ter viajado para Paris após ter não ter disputado o segundo turno da última eleição presidencial e que, hoje em dia “faria com muito mais convicção”, afirmando que era difícil alcançar o então candidato do PSL, além de afirmar que Lula mentiu sobre sua candidatura ao posicionar Haddad como representante.