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Pulse: Há 5 anos, acontecia o massacre de Orlando em uma boate LGBT

A balada foi palco de uma tragédia que vitimou 102 pessoas, sendo 49 delas fatais

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 14/06/2021, às 14h25

Boate Pulse com barreira policial após massacre
Boate Pulse com barreira policial após massacre - Getty Images

Na madrugada de 12 de junho de 2016, o público que se conduzia em massa para a boate Pulse, direcionada ao público LGBT, jamais imaginaria que a agradável noite de verão norte-americana se transformaria em um marco trágico de ódio.

Naquela noite, a discoteca localizada em Orlando, no estado da Flórida, EUA, estava em pleno funcionamento, quando Omar Mir Seddique Mateen, que havia jurado lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, decidiu abrir fogo, como informou a NBC via Reuters na época.

O norte-americano de origem afegã entrava na Pulse munido de um armamento impressionante; um rifle semiautomático SIG Sauer MCX, além de uma pistola semiautomática Glock 17, acompanhado de diversos cartuchos com munições, conforme relatado pelo USA Today. Por volta das 2h02 daquele dia, iniciava-se o ataque.

Boate Pulse interditada pouco após os ataques em imagem aérea / Crédito: Getty Images

 

O massacre de Orlando

Com disparos massivos, Omar iniciou uma chacina dentro da pista de dança, atirando desenfreadamente contra diversos frequentadores aleatórios, ciente da segmentação da balada.

De acordo com o NPR, o ataque totalizou 102 vítimas, sendo 49 delas fatais, com 40 morrendo no local, e outras 53 sendo hospitalizadas em estado grave nas horas seguintes.

Poucos minutos após o início dos tiros, a própria boate orientou os presentes a dispersarem o mais rápido possível ao identificar o atentado: “Todos saiam da Pulse e continuem correndo”.

Mesmo assim, o atirador ainda conseguiu realizar o massacre e, ao ser cercado pela polícia, manteve reféns por horas, com a SWAT sendo conduzida para realizar a negociação do ataque. 

Por volta das 5h00 da manhã, o esquadrão decidiu invadir o estabelecimento e iniciar o tiroteio com o terrorista, que foi morto na troca de tiros, pouco depois de conseguir atingir um oficial na cabeça. A morte foi confirmada 53 minutos após a invasão, após as autoridades vasculharem se havia bombas ou cúmplices.

Os mortos tinham entre 17 e 50 anos de idade e não possuíam nenhuma relação com Omar, que não deixou explicação para o ataque — mas já estava na lista do FBI por problemas passados no trabalho, como revelado pela ABC News.

Memorial em homenagem as vítimas do ataque na Pulse / Crédito: Getty Images

 

Legado do ataque

Logo após os ataques, a boate transformou a estrutura em um memorial e decidiu encerrar as atividades, criando a Fundação OnePulse de amparo financeiro e psicológico para vítimas e sobreviventes.

Nos dias seguintes aos ataques, a comunidade local se mobilizou para doar sangue aos acometidos pela tentativa.

Apesar do acolhimento e amparo, a ausência de punimento ou amparo estatal sobre o maior tiroteio em massa da história dos EUA reflete em frustração após cinco anos, como revelou a fundadora da boate, Barbara Poma, à CNN: "Há um problema de violência armada. Há um problema de ódio. [...] Por que é assim que resolvemos os problemas? Por meio da violência e de atos de ódio. Por quê?", lamentou.

Ao mesmo veículo, Brandon Wolf, sobrevivente do massacre, reiterou que pouco mudou desde o ataque, mas solicitou que medidas sejam tomadas para evitar que a comunidade LGBT continue morrendo em ataques homofóbicos: "Eu realmente quero que minhas autoridades eleitas apareçam para trabalhar, para desenvolver uma espinha e fazer as coisas que precisam ser feitas para manter nossas comunidades mais seguras", completou.


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