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Putin, Bolsonaro e Xi Jinping ainda não reconheceram vitória de Biden

“Consideramos que é correto esperar os resultados oficiais das eleições”, informou porta-voz do Kremlin sobre decisão do presidente russo

Fabio Previdelli Publicado em 09/11/2020, às 10h46

Bolsonaro, Putin e Xi Jinping  ainda não parabenizaram Biden por vitória nas eleições americanas
Bolsonaro, Putin e Xi Jinping ainda não parabenizaram Biden por vitória nas eleições americanas - Wikimedia Commons e Getty Images

Apesar das projeções de diversos veículos americanos darem como certa a vitória de Joe Biden na corrida presidencial americana, o Kremlin informou hoje, 9, que Vladimir Putin esperará o anúncio oficial antes de parabenizar o democrata pela vitória, já que isso é algo muito questionado por Donald Trump

"Consideramos que é correto esperar os resultados oficiais das eleições. Quero recordar que o presidente Putin disse em várias ocasiões que respeitará a escolha do povo americano", declarou Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa. 

Forte apoiador de Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro foi outro que ainda não se manifestou sobre as eleições americanas. Ontem à noite, 7, Bolsonaro até chegou a fazer uma transmissão em suas redes sociais, mas em nenhum momento tocou no assunto. 

Xi Jinping, presidente da China, também não se pronunciou. Porém, na manhã de hoje, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, disse apenas que eles já perceberam que “o senhor Biden declarou vitória eleitoral”. “Entendemos que o resultado das eleições presidenciais americanas será determinado de acordo com as leis e procedimentos dos EUA".  

Por outro lado, diversos líderes mundiais já parabenizaram Joe Biden pela eleição, como é o caso de Emmanuel Macron, presidente da França; Boris Johnson, primeiro-ministro britânico; Ali Khamenei, líder supremo do Irã e até mesmo Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. 

Já Angela Merkel, chanceler alemã, declarou que Estados Unidos e União Europeia “devem estar juntos” nas batalhas contra o coronavírus e o aquecimento global.