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Putin compara ‘cancelamento’ da Rússia ao de J.K. Rowling

‘Eles estão tentando cancelar nosso país, estou falando da discriminação progressiva de tudo que tem a ver com a Rússia’, declarou o presidente russo

Redação Publicado em 26/03/2022, às 09h08

Presidente russo Vladimir Putin e autora britânica J.K. Rowling
Presidente russo Vladimir Putin e autora britânica J.K. Rowling - Getty Images

O presidente russo Vladimir Putin declarou que a Rússia está sofrendo uma tentativa de “cancelamento” por parte do Ocidente desde que o país invadiu a Ucrânia, em um conflito que completou um mês.

Em discurso, o líder russo comparou o contexto da nação ao da autora britânica J.K. Rowling, cujo nome está envolvido em polêmicas em decorrência dos posicionamentos transfóbicos da escritora.

O termo “cancelamento” é usado especialmente na internet para se referir ao boicote a pessoas públicas ou até mesmo anônimas com comportamentos considerados inadequados, como reportou o UOL.

"Eles estão tentando cancelar nosso país, estou falando da discriminação progressiva de tudo que tem a ver com a Rússia", destacou Putin.

Segundo ele, há uma “discriminação” cada vez maior contra a cultura russa nos países ocidentais. O presidente também comparou o contexto à queima de livros feita pelos nazistas na Alemanha e Áustria nos anos 1930.

De acordo com o político, há um “cancelamento” da cultura russa referente a obras de compositores como Pyotr Tchaikovsky, Dmitry Shostakovich e Sergei Rachmaninov, além das sanções impostas à economia do país.

Sobre Rowling, Putin disse que o Ocidente “gosta de cancelar pessoas”. "Ela foi 'cancelada' só porque não satisfez as demandas dos direitos de gênero", frisou.

A autora respondeu ao comentário do presidente russo em sua conta no Twitter, escrevendo que críticas à “cultura do cancelamento” não deveriam ser feitas por pessoas que assassinam civis ou que prendem críticos, fazendo referência a Alexei Navalny.

“As críticas à cultura ocidental do cancelamento possivelmente não são mais bem feitas por aqueles que atualmente matam civis pelo crime de resistência, ou que prendem e envenenam seus críticos”, afirmou Rowling.