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Quadrigêmeos nascem de fertilização in vitro após 10 anos de tentativa de casal

A nova mãe contou como foi a experiência ao engravidar após diversas tentativas

Redação Publicado em 04/05/2022, às 14h04

Rayane e seus quadrigêmeos
Rayane e seus quadrigêmeos - Redes Sociais/Divulgação

Rayane Gebrim, 30 anos, realizou seu sonho de ser mãe após dez anos de muitas tentativas. Os irmãos, Luca, Samuel, Theo e Laura, nasceram ontem, terça-feira, 3 de manhã, após sua segunda tentativa de fertilização in vitro.

A nova mãe de quadrigêmeos, disse que a primeira tentativa no início do ano passado, com apenas embriões, não teve sucesso. Além dos resultados negativos, recebeu outra má notícia: foi demitida da empresa em que trabalhava. 

Ainda afirmou que estava prestes a desistir e ir para o caminho da adoção, porém, tentou uma última vez através da fertilização in vitro

"Durante dez anos eu tentava engravidar. Fiz vários tratamentos como coito programado, hormônios... um monte de coisa. E eu não conseguia. Aí o médico falou que era só por fertilização, mas era um procedimento muito caro. A gente se desfez de um monte de bens para conseguir [pagar o procedimento]", falou para o portal Universa, a nova mãe. "Esperei dez anos porque não tinha dinheiro, então eu tentava os métodos mais baratos. A gente chegou a vender o carro para pagar a fertilização."

Susto ao saber da quantidade de filhos

“Foi assustador. Um dos embriões se dividiu em três, os três meninos, e o outro é a Laura. Até agora a gente tá se adaptando a essa nova realidade de ter quatro filhos. Chorei muito, fiquei com medo porque querendo ou não é uma gestação quase impossível aos olhos humanos, mas graças a Deus deu tudo certo e estamos todos bem”, disse Rayane.

Todas as crianças nasceram com 28 semanas de gestação, sendo Laura — a única do sexo feminino, a primeira a chegar ao mundo pesando 1,179g. Logo após, Lucca veio em seguida e em poucos minutos Samuel e Theo acabaram com o trabalho de parto.

Os bebês agora estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Helena, na Asa Norte de Brasília.

“Eu fiquei com muito medo de tudo, principalmente do parto, mas quando eu vi a carinha deles saindo de dentro de mim, chorando, foi indescritível. E fico com coração apertado todas as vezes que eu vou na UTI ver eles, mas graças a Deus está todo mundo bem, não estão entubados, só com a ventilação mecânica, mas estão super bem. Um sentimento maravilhoso, eu não tenho nem explicação”, complementou sobre a hora do parto.

Ainda passou uma mensagem de positividade para as mulheres que querem ser mães um dia, afirmando que o principal é ter perseverança, pois o propósito “só chega na hora que tem de ser”.