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Quanto a Marquesa de Santos, amante de Dom Pedro I, ganhava de pensão?

Documento antigo revela a quantia exata recebida por essa figura histórica brasileira

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 18/11/2021, às 14h23 - Atualizado em 23/11/2021, às 14h03

Montagem mostrando pintura de Marquesa de Santos e documento citado
Montagem mostrando pintura de Marquesa de Santos e documento citado - Domínio Público

Um documento histórico datado de 3 de março de 1858 trás a informação de qual seria o valor da pensão recebida por Domitila de Castro do Canto e Melo, mais conhecida por seu título de "Marquesa de Santos". 

A descoberta foi divulgada pelo site O Globo nesta quinta-feira, 18, e consiste na ata de uma reunião da empresa MAG Seguros, isto é, o registro do que foi discutido pela diretoria da companhia durante a ocasião. 

A MAG Seguros, vale mencionar, é um grupo empresarial que existe até os dias atuais, levando o título de uma das marcas mais antigas da história do Brasil devido aos seus 200 anos de atuação no mercado. 

O documento citado, por sua vez, descreve que Domitila recebeu de seu marido já falecido, o militar e líder político Rafael Tobias de Aguiar, uma pensão vitalícia de 700 mil réis anuais. Convertida para a moeda atual e também sua cotação, o valor equivale a aproximadamente 20 mil reais mensais. 

A marquesa tivera seis filhos com o cônjuge, e na época ainda sustentava dois deles, chamados Antônio de Aguiar e Castro, e Basílico de Aguiar, isso sem contar os filhos bastardos que tivera com Dom Pedro I.

Graças à sua situação financeira favorável, a amante do Imperador do Brasil foi capaz de dedicar-se à caridade mais para o fim de sua vida. 

A história não contada!

Para aqueles que se interessam pela história do imperador e sua amante, 'Títilia e o Demonão: Cartas inéditas de D. Pedro I à marquesa de Santos', do pesquisador e autor Paulo Rezzutti revela cartas íntimas trocadas entre Dom Pedro Ie Domitila de Castro. O livro foi baseado em 94 cartas reveladas no arquivo da Hispanic Society of America, em Nova York.

Não dava para colocar tudo aquilo na biografia, eu tive que parar tudo só pra isso [...] É algo inesquecível, quando eu comecei a transcrever as cartas e vi que aquilo tudo era inédito foi um dos dias mais felizes da minha vida, parecia que eu tinha achado um tesouro”, disse o especialista. 

Títilia e o Demonão: Cartas inéditas de D. Pedro I à marquesa de Santos, de Paulo Rezzutti (2019) - https://amzn.to/37wImx3

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