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Québec vê aumento nas vacinações após restrição de álcool e maconha

Com medida restringindo a compra destas substâncias para quem não está imunizado, a procura por vacinas aumentou

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 13/01/2022, às 16h24

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Imagem meramente ilustrativa - Pixabay / jorono

Após impedir o retorno presencial a escolas e universidades, e, temporariamente, fechar cinemas, bares e restaurantes, uma das províncias do Canadá, Québec, anunciou nesta quarta-feira,12, que a compra de bebidas alcoólicas e maconha, legalizada no país, estará restrita em todo o território a partir da semana que vem para não imunizados. 

A medida, mesmo que não esteja em ação, já está sendo um grande sucesso: foi notado um aumento de 300% no número de agendamentos para a primeira dose da vacina, possivelmente conectado à restrição destas substâncias recreacionais. De acordo com relatórios da província, a quantidade subiu para 6 mil imunizações por dia.

No Québec, o ministro da Saúde da província, Christian Dubé, revelou que o governo não será flexível em relação as medidas, tudo será seguido com severidade, incluindo a restrição do álcool e cannabis. Segundo a cobertura do portal Carta Capital, o político apontou que estas movimentações estão acontecendo para a segurança da população.

“Este é um primeiro passo que estamos dando. Se os não vacinados não estiverem satisfeitos, há uma solução muito simples: vão tomar a sua primeira dose, é fácil e de graça. Se você não quer se vacinar, não saia de casa”, expôs.

Outras medidas contra a Covid-19 tomadas pelo Québec envolvem toque de recolher entre 22h e 5h da manhã e a exigência de um passaporte vacinal para adentrar diversos estabelecimentos.

Além disso, o governo da província está discutindo a implementação de uma taxa monetária aos não vacinados, explicou o governador François Legault.

Todos os adultos em Quebec que não aceitarem ir tomar pelo menos uma primeira dose nas próximas semanas terão uma conta a pagar porque há consequências em nosso sistema de saúde e não cabe a todos os cidadãos de Quebec pagarem por isso”, afirmou.