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Encontrado: o queijo mais antigo do mundo. Que podia matar

Petrificado, foi deixado na tumba de um funcionário graduado do faraó. Mas tinha um segredo letal

Lucas Vasconcellos Publicado em 17/08/2018, às 14h12 - Atualizado às 16h20

Apetitoso?
Apetitoso? - Universidade de Catania / Universidade do Cairo

Um grupo de pesquisadores, liderados por Enrico Greco, do departamento de química da Universidade de Catania, na Itália, o que é o queijo mais antigo já encontrado (evidências anteriores de queijo, de até 6 mil anos, são os equipamentos de produção, não a peça em si). Datado em cerca de 3,2 mil anos, estava no túmulo de Ptahmes, alto funcionário egípcio que viveu no século 13 aC.

Em entrevista ao New York Times, arqueólogos descreveram o queijo como parecido com o estilo chèvre francês, branco, mole, feito para espalhar no pão, não ser comido em pedaços. Foi produzido pela combinação de leites de ovelha ou cabra com búfala e provavelmente tinha sabor extremamente ácido. Foi achado dentro de uma jarra, petrificado.

Apesar de os arqueólogos suspeitarem que aquilo era um queijo desde o começo, apenas agora, após o uso das técnicas de cromatografia líquida e espectrometria de massa, foi confirmada sua identidade. O resultado da análise foi publicado na revista Analytical Chemistry

O túmulo de Ptahmes, onde foram achados outros objetos, foi redescoberto em 2010 – a primeira vez havia sido em 1885, mas o local foi perdido por força das tempestades de areia.

Pilares também foram encontrados na tumba Reprodução

 

O queijo milenar é um dos alimentos sólidos mais antigos já encontrados. Mas essa iguaria podia também ser uma sentença de morte, revelou a análise.

De acordo com o estudo, os peptídeos presentes sugerem que o alimento era hospedeiro da bactéria Brucella melitensis, responsável pela brucelose, um tipo de infecção bacteriana – e que pode ser fatal. A Brucella melitensis ainda é comum: a bactéria passa de animais para humanos que ingerem laticínios não pasteurizados.