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Queijos podem ter seu sabor modificado ao ouvirem música, mostra estudo

Equipe sueca realizou o experimento durante seis meses e o resultado surpreendeu

Alana Sousa Publicado em 02/04/2019, às 16h00

Queijos
Getty Images

Uma nova pesquisa realizada pelo produtor de queijos suíços Beat Wampfler e uma equipe de pesquisadores da Universidade de Artes de Berna afirma que música pode alterar o sabor de variados tipos de queijo. O projeto foi batizado de “Cheese in Surround Sound - um experimento de arte culinária”.

Ao longo de seis meses, os queijos foram expostos a várias músicas durante 24 horas por dia. As canções escolhidas para fazerem parte do estudo foram: a ópera de Mozart, A Flauta Mágica; a faixa de hip-hop do A Tribe Called Quest, “We Got it From Here”; e um clássico do rock n’ roll do Led Zeppelin, “Stairway to Heaven”.

O estudo faz parte de um campo científico sério, denominado sonoquímica. A área analisa o efeito de ondas sonoras em reações químicas como as da formação de laticínios. Os pesquisadores usaram mini transmissores para difundir a energia da música no queijo, fazendo com que os sons ressoassem diretamente dentro das rodas do alimento.

Beat Wampfler, líder do grupo de pesquisa, afirma que o sabor e a formação do queijo são resultados da ação de bactérias. Ele acredita que fatores diferentes dos observados na produção clássica, como umidade, temperatura ou nutrientes, podem afetar a ação desses micro-organismos, assim como o sabor final.

Os queijos foram testados durante meses por tecnólogos de alimentos do ZHAW Food Perception Research Group, outra universidade sueca, que concluiu, após duas rodadas de testes cegos, que o queijos tiveram sim uma mudança de sabor.

O queijo que ouviu hip-hop ficou com um sabor mais forte, enquanto o alimento exposto a Mozart ganhou um sabor mais suave. Já o queijo que ouviu rock não teve, ainda, sua mudança divulgada pelo estudo.

Benjamin Luzuy, um chef de TV, disse em entrevista à Reuters que “as diferenças foram muito claras, em termos de textura, gosto, a aparência, realmente havia algo muito diferente”.