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Raros dentes de Neandertais são encontrados na Sibéria

A caverna Chagyrskaya, que possui a maior coleção de restos mortais de Neandertais do mundo, revelou dois fósseis especialmente importantes para os pesquisadores

Alana Sousa Publicado em 24/09/2020, às 13h00

Dentes de Neandertais encontrados na Sibéria
Dentes de Neandertais encontrados na Sibéria - Divulgação/Ksenia Kolobova

Pesquisadores da Fundação Científica Russa encontraram dois dentes de Neandertais na caverna Chagyrskaya, que vem sendo escavada desde 2007. O achado é considerado raro e agora será direcionado para mais pesquisas.

A caverna, que é repleta de vestígios pré-históricos, já revelou para os arqueólogos importantes descobertas. O local é um monumento paleolítico e proporcionou para a comunidade científica o maior acervo de restos mortais de Neandertais do mundo. A última grande descoberta trata-se de dois dentes desses hominídeos, que ocuparam a caverna entre 50 e 60 mil anos atrás: um desses dentes é o molar, outro é um incisivo.

“Esperamos que novas pesquisas nos mostrem os laços de parentesco entre os Neandertais. Do ponto de vista arqueológico, os povos antigos viveram na caverna Chagyr por apenas dez milênios, ela própria é muito pequena e, na verdade, de uma única camada. Portanto, podemos estabelecer ligações entre os moradores do acampamento, até os familiares: agora temos os restos mortais de pelo menos cinco adultos e várias crianças. Acho que os resultados da pesquisa genética serão muito interessantes”, afirmou Ksenia Kolobova, doutora em Ciências Históricas, professora da Academia Russa de Ciências, chefe do laboratório da Fundação.

Os dentes são raros e valiosos, pois, a maior parte dos fósseis encontrados inclui antigas ferramentas, fragmentos de pedra e restos de animais. As últimas duas temporadas de escavações não haviam sido tão produtivas para os especialistas, que agora se mostram entusiasmados para entender mais sobre os milenares habitantes da caverna. “Tais achados são muito importantes para o resgate da história populacional da região”, conclui Kolobova.