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Notícias / Mundo

Refugiada em metrô ucraniano desbafa: 'Por que você faz isso Putin?'

Estação de metrô abandonada serve como moradia para centenas de pessoas, veja

Redação Publicado em 19/05/2022, às 10h57

Fotos de pessoas em estações de metrô abandona na Ucrânia - Reprodução - RFI
Fotos de pessoas em estações de metrô abandona na Ucrânia - Reprodução - RFI

Apesar da diminuição de ataques armados da Rússia na Ucrânia, diversas cidades ainda não foram evacuadas por completo, e em uma em específico, Kharviv, a situação é marcada pela tensão: moradores vivem em refúgios subterrâneos improvisados, como uma estação de metrô.

Em reportagem especial da RFI, divulgada na última quarta-feira,18, moradores falaram sobre a experiência de viverem em estações abandonas 3 meses depois.

“Eu não posso abandonar meus pais. Isso não seria justo. Estarei feliz apenas quando estivermos todos reunidos", diz Elena, mulher de 49 anos, chorando enquanto faz o relato.
Elena  no metrô de Kharkiv, onde vive atualmente, sem sua família. — RFI


Ela é uma das tantas centenas de pessoas que atualmente vivem em uma estação no subsolo de Kharviv, cobertores, colchões e sacolas de comidas.

“Aqui é muito barulhento. Tem muita gente e não tem ar suficiente. Gostaria de perguntar a Putin: por que ele está fazendo isso conosco”, reclama Zoya, idosa de 75 anos, enquanto guarda suas roupas em um saco plástico.

Ajuda alimentar demora e causa ansiedade 

O único momento que necessitam sair do refúgio, é na hora de buscar alimentação, sendo pelo menos uma vez durante a semana. O que sempre causa espanto, devido à demora de mais de meio-dia para poderem recolher os mantimentos e voltar.

"Tem quatro latas de ensopado de carne em conserva, duas de leite concentrado, um quilo de açúcar, um quilo de arroz, um quilo de macarrão, um pacote de chá e um pacote de trigo. Agora estou aqui porque tudo no meu bairro foi destruído. Não tem mais lojas, mercados ou farmácias", relata outra morada dos refugiados, Anne, de 72 anos.

Após receberem os alimentos, as mãos dos refugiados são marcadas com um sinal, parecido com uma cruz, em cores vermelhas, para as pessoas terem controle e não faltar comida para ninguém, segundo apuração do site “G1”.