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Notícias / Arqueologia

Região da Muralha de Adriano revela mais de 100 assentamentos da Idade do Ferro

Estudo investigou a relação entre população indígena local e o exército romano que passaram a dividir a área

Redação Publicado em 02/06/2022, às 13h33

Assentamento descoberto no Reino Unido - Divulgação/Historic Environment Scotland
Assentamento descoberto no Reino Unido - Divulgação/Historic Environment Scotland

Arqueólogos do Reino Unido descobriram mais de uma centena de assentamentos da Idade do Ferro, datando da ocupação romana do local, ao rastrearem a região ao norte da Muralha de Adriano com a tecnologia do LIDAR.

A pesquisa, que investigou os 1.500 quilômetros quadrados ao redor do forte Burnswark Hill, no sudoeste da Escócia, onde houve maior concentração de legiões romanas, teve foco no impacto do domínio romano nas comunidades indígenas que viviam na área na época.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista científica Antiquity, a região estudada abriga a maior concentração de projéteis romanos encontrados na Grã-Bretanha, sendo uma das “mais emocionantes do Império, pois representava sua fronteira mais ao norte”.

Manuel Fernández-Götz, chefe de arqueologia da Escola de História, Clássicos e Arqueologia da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e líder da investigação, acrescentou que a área é interessante “também porque a Escócia era uma das poucas áreas da Europa Ocidental sobre as quais o exército romano nunca conseguiu estabelecer controle total”.

Portanto, é um ótimo estudo de caso para analisar o impacto das potências imperiais nas sociedades nas bordas de suas fronteiras políticas — um tema que também é relevante para períodos posteriores da história”, explicou.

Os assentamentos

A investigação revelou 134 assentamentos anteriormente desconhecidos, o que levou a um total de 704 sítios na região. Segundo reportou a CNN, as descobertas são locais indígenas que remontam à ocupação romana, muitos deles sendo pequenas fazendas.

"Dessa forma, eles nos ajudam a construir uma imagem de como a massa da população viveu suas vidas — quão próximos eram seus vizinhos mais próximos e como eles podem ter usado a paisagem para agricultura e pastagem de animais", destacou Fernández-Götz.

O pesquisador ressalta que houve conflito entre a população indígena que vivia na região e o exército romano, mas eles também podem ter vivido momentos de troca e colaboração "como agricultores locais ligados às grandes linhas de abastecimento logístico que alimentavam o exército romano, por exemplo".