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Notícias / Rei Philippe

Rei Philippe devolve máscara de povo Suku ao Congo após décadas de exploração

Rei Philippe encontra-se com presidente do Congo Félix Tshisekedi para cooperação entre países

Luisa Alves, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 09/06/2022, às 17h11

Entrega de máscara por Rei Philippe à República Democrática do Congo - Divulgação/Youtube/Reuters
Entrega de máscara por Rei Philippe à República Democrática do Congo - Divulgação/Youtube/Reuters

O Rei Philippe da Bélgica devolveu uma máscara tradicional do povo Suku à República democrática do Congo, em visita à ex-colônia para discursar em uma sessão conjunta do Parlamento do Congo, nessa quarta-feira, 8.

Phillipe chegou ao Congo nessa terça-feira, 7, com sua esposa, Rainha Mathilde, e o primeiro-ministro, Alexander De Croo, para permanecer por uma semana. Félix Tshisekedi, presidente do Congo, disse em entrevista coletiva com De Croo, que está focado na melhoria das condições de saúde e educação da República do Congo e busca cooperar-se com a Bélgica para conseguir investimentos.

“Marca o início simbólico do reforço da colaboração cultural entre a Bélgica e o Congo.” , disse Philippe ao lado de Tshisekedi durante a visita.

Mesmo após décadas de exploração e brutalidade durante o colonialismo, nenhum governantes belga até hoje tentou se desculpar. Philippe é cobrado a se desculpar pelos congoleses desde que assumiu o governo em 2013. Em 2020, o rei apenas lamentou o sofrimento e humilhação sofridos.

Durante sua visita nessa quarta-feira, Philippe ofereceu uma máscara de iniciação que pertenceu ao povo Suku, da África Central, como um empréstimo por tempo indeterminado ao país.

O artefato é mantido há décadas pelo Museu Real da Bélgica para África Central e estará no Museu Nacional do Congo. As informações são do site CNN Brasil.

“Estou aqui para devolver a vocês este trabalho excepcional para permitir que os congoleses o descubram e admirem”, disse Philippe, ao lado de Tshisekedi.

Décadas de abuso

O Estado Livre do Congo tornou-se um feudo pessoal do rei belga, Leopoldo II, durante seu governo. Durante os 23 primeiros anos de colonização, cerca de 10 milhões de congoleses morreram de fome, assassinatos e doenças. O domínio da Bélgica sobre o território foi 75 anos, de 1885 a 1960.