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Notícias / Brasil

Reino Church: Igreja 'de rico' viraliza e pastor fundador comenta

Após viralizar nas redes sociais por ser considerada elitista, igreja Reino Church vem sendo criticada; seu fundador, o pastor Eduardo Reis, comenta as polêmicas

Imagens de vídeo mostrando encontro na igreja Reino Church - Reprodução/Vídeo/TikTok/@wearereino
Imagens de vídeo mostrando encontro na igreja Reino Church - Reprodução/Vídeo/TikTok/@wearereino

Nos últimos tempos, a igreja Reino Church vem sendo criticada por internautas de várias regiões do Brasil. Adotando uma estética moderna e minimalista, além de utilizando expressões em inglês, a instituição vem atraindo jovens; porém, é acusada de ser elitista e descompromissada com o evangelho.

Sediada em Balneário Camboriú, Santa Catarina, a igreja viralizou depois que um vídeo de eventos nela foi divulgado no perfil do TikTok @wearereino. É possível assistir longas filas na entrada da sede, onde os seguidores são recepcionados com café e soda italiana.

Em seu interior, as paredes são pretas e decoradas com neon colorido, criando assim uma atmosfera semelhante a casas de espetáculo — com direito inclusive a palco e equipamentos de luz profissionais.

No Instagram, a igreja também chama atenção com a estética de suas publicações, que quase parecem referentes a uma loja de roupas para jovens. Por todas essas razões, internautas vêm acusando a igreja de transformar a fé em negócio, criticando-a por parecer um shopping. Também são comuns comentários como "igreja de rico" e "balada evangélica" para descrever.

Fundação

Segundo Eduardo Reis, pastor e fundador da Reino Church em entrevista ao UOL, a igreja surgiu durante a pandemia de covid-19 para ajudar as pessoas. Ele conta que toda a estrutura foi paga com seus próprios recursos, para "mobilizar as forças para enfrentar a pandemia".

Com o tempo, a igreja foi crescendo cada vez mais, assim como a quantidade de seus membros, e uma nova abordagem estética foi se estabelecendo, mais direcionada ao público jovem. Ele ainda justifica esse modelo alegando que "a mensagem do evangelho não pode ser central se ela não for compreendida sem obstáculos".

Estamos em 2024, época de redes, aquecimento global, polarizações, violência galopante, guerras cruentas em curso no mundo, mudanças tecnológicas e comunicacionais. É urgente que o Evangelho e a sua mensagem contribuam para dirimir a injustiça. Mas para que essa mensagem encontre lugar nos corações, precisamos que todos, especialmente os jovens, que têm muita força e disposição, recebam a mensagem, reflitam na mensagem e, aderindo à mensagem, colaborem para um mundo melhor", afirma.

Sobre as acusações de que a igreja seria elitista, e que coagisse seus fiéis a contribuir financeiramente, Reis afirma que eles não acreditam em "estratégias de ameaça para recoler dinheiro de ninguém". "Também não prometemos prosperidade para quem dá dinheiro, pois isso é barganha".

Já no que se refere à utilização de termos em inglês durante as pregações, o pastor recorda que, no primeiro século do Império Romano, a igreja inclusive adotou o grego para conseguir se expressar para mais pessoas. Assim, ele pensa que a Reino Church faz o mesmo ao adotar expressões em inglês, espanhol e português.

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Por fim, quando questionado sobre planos de expansão para a igreja, Eduardo Reis acredita que o crescimento acontecerá de maneira orgânica e não planejada. Além disso, também mencionou a importância que eles dão para a inclusão de raças — em resposta às afirmações de que seria uma "igreja de brancos" — e de gênero, "pois as mulheres não são subalternas, nem podem ser invisibilizadas ou inseridas em uma condição de servilismo".