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Relatório conclui que Bento XVI sabia de casos de abuso sexual na Igreja

O papa emérito é acusado de acobertar os crimes cometidos por padres, entre os anos de 1977 e 1981

Penélope Coelho Publicado em 20/01/2022, às 10h22

Papa Bento, em 2010
Papa Bento, em 2010 - Getty Images

Nesta quinta-feira, 20, foi divulgado um relatório investigativo oficial a respeito da conduta do papa emérito Bento XVI, sobre abusos sexuais cometidos dentro da Igreja Católica.

O documento em questão concluiu que o religioso tinha conhecimento de casos de abuso por parte de padres, quando foi arcebispo de Munique, na Alemanha, entre os anos de 1977 a 1981.

De acordo com informações publicadas pelo portal CNN, com base no relatório, o advogado do caso, Martin Pusch, revelou que o papa “foi informado sobre os fatos”.

“Acreditamos que ele pode ser acusado de má conduta em quatro casos [...] Dois desses casos dizem respeito a abusos cometidos durante seu mandato e sancionados pelo Estado. Em ambos os casos, os perpetradores permaneceram ativos na pastoral”, afirmou.

Segundo revelado na reportagem, o católico de 94 anos de idade, por sua vez, continua negando que tinha conhecimento de tais crimes. “Ele alega que não sabia de certos fatos, embora acreditemos que não seja assim, de acordo com o que sabemos”, finalizou Pusch.