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Notícias / Brasil

Relatório do IML aponta causas de morte de homem preso em porta-malas de viatura

Problemas causados pela fumaça no carro levaram a morte, entenda

Alan de Oliveira | @baco.deoli sob superisão de Publicado em 26/05/2022, às 11h32

Carro de polícia rodoviária saindo fumaça durante prisão - Divulgação/ Twitter
Carro de polícia rodoviária saindo fumaça durante prisão - Divulgação/ Twitter

O laudo médico divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe, hoje, 26, apontou os dois motivos responsáveis pela morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos. Asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda, foram as dificuldades que levaram a morte do homem imobilizado e colocado em um porta-malas, pela polícia rodoviária federal (PRF).

Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver uma fumaça branca saindo do local onde Genivaldo estava e o resultado do laudo foi confirmado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que ainda ressalta que outros exames foram feitos para detalhar os motivos de sua morte, até o corpo ser liberado pelo IML por volta de 22h30.

O velório deve acontecer na casa da mãe da vítima, na região de Santa Luiza do Itanhy. Ele deixa uma esposa e um filho.

Familiares disseram que ele já tomava remédio há mais de 20 anos, por sofrer de esquizofrenia.

Últimos momentos de vida

Genivaldo estava dirigindo uma moto quando foi abordado por três polícias. Em rápido vídeo, o homem aparece com as mãos para cima e logo em seguida, já cai no chão, imobilizado.

Após a prisão, foi colocado na parte traseira de viatura, onde já era possível avistar uma leve fumaça branca. As pernas dele ficaram para fora do porta-malas.

Um sobrinho da vítima, Wallyson de Jesus, contou que ele e o tio foram enquadrados muito rapidamente.

“Eu estava próximo e vi tudo. Informei aos agentes que o meu tio tinha transtorno mental. Eles pediram para que ele levantasse as mãos e encontraram no bolso dele cartelas de medicamentos. Meu tio ficou nervoso e perguntou o que tinha feito. Eu pedi que ele se acalmasse e que me ouvisse", afirmou.
"Eles jogaram um tipo de gás dentro da mala, foram para delegacia, mas meu tio estava desacordado. Diante disso, os policiais levaram ele para o hospital, mas já era tarde", completou em seu relato.

A família quando soube do fato, foi de imediato registar um Boletim de Ocorrência na delegacia da cidade. A Polícia Civil confirmou o recebimento das denúncias e está coletando os primeiros depoimentos no momento, segundo apuração do portal "G1".