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Relatório: Doenças causadas pelos ataques às Torres Gêmeas podem ter gerado mais mortes que o atentado

Quase 3 mil pessoas perderam a vida com a tragédia, em 11 de setembro de 2001

Penélope Coelho Publicado em 08/09/2021, às 09h32

Atentado às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001
Atentado às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001 - Getty Images

Segundo informações da agência de notícias AFP, publicadas ontem, 7, pelo portal de notícias UOL, um relatório divulgado na última terça-feira revelou dados alarmantes sobre as consequências dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Sabe-se que no fatídico dia, há quase 20 anos, dois aviões comerciais sequestrados pela Al-Qaeda foram jogados contra os prédios do complexo World Trade Center, em Nova York, EUA, deixando 2.996 mil pessoas mortas.

De acordo com um relatório do fundo de compensação de vítimas, o número de pessoas que morreram em decorrência de doenças relacionadas aos ataques parece ter ultrapassado o número de vítimas fatais do próprio atentado.

O documento revela que mais de 67 mil pedidos de indenização foram abertos por pessoas que estavam próximas ao local no dia dos ataques e acabaram desenvolvendo enfermidades, foram registradas cerca de 3.900 mil mortes.

Na ocasião, o colapso liberou diversos gases tóxicos que encobriram a região durante semanas. Segundo o relatório, metade dos pedidos de indenização tem relação com pacientes diagnosticados com câncer.

"Isso significa que o número de pessoas cujas mortes parecem ter sido causadas por doenças relacionadas aos ataques de 11 de setembro agora excede o número de pessoas que morreram em 11 de setembro", afirmou a diretora do fundo, Rupa Bhattacharyya.