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Notícias / Europa

Relíquia roubada do ‘Sangue de Cristo’ é devolvida para detetive de arte

Tesouro foi levado no mês passado da Abadia de Fecamp, na Normandia

Fabio Previdelli Publicado em 12/07/2022, às 13h29

Relíquia do ‘Preciosíssimo Sangue de Cristo’ - Divulgação/Twitter/brand_arthu
Relíquia do ‘Preciosíssimo Sangue de Cristo’ - Divulgação/Twitter/brand_arthu

Na madrugada de 2 de junho, a relíquia do ‘Preciosíssimo Sangue de Cristo’ foi roubada da Abadia de Fécamp, na Normandia. Objeto de culto dos peregrinos católicos, o item foi levado duas semanas antes das celebrações anuais do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. 

Porém, na última sexta-feira, 8, a relíquia foi devolvida para o detetive de arte Arthur Brand. Eram por volta das 22h30 quando a campainha de sua casa tocou. Ao abrir a porta, Brand se deparou com um pacote fechado aos seus pés. 

Meu coração bateu acelerado”, disse em entrevista à AFP. 

O tesouro perdido deverá ser entregue às forças de ordem holandesa, que atendem um pedido da França para investigar quem foi o responsável pelo roubo e também por comprovar a autenticidade da relíquia. 

O detetive, conhecido como "Indiana Jones do mundo da arte”, é responsável por recuperar diversos outros itens históricos que foram roubados, como as estátuas de bronze “Cavalos de Hitler” e até mesmo um quadro de Pablo Picasso

Porém, a devolução do ‘Preciosíssimo Sangue de Cristo’ foi um momento único em sua carreira. "Como católico, isso é o mais próximo que se pode chegar de Jesus e do Santo Graal".

O ‘Preciosíssimo Sangue de Cristo’

Além da relíquia, que tem por volta de 30 centímetros de altura e possui diversas pedras preciosas incrustadas como adorno, a embalagem também tinha outros itens que foram roubados naquela noite. 

O detetive revelou que o processo de devolução dos objetos roubados começou logo após o episódio em si, quando uma pessoa anônima lhe mandou uma mensagen afirmando estar com o tesouro. 

"Ter em sua casa a relíquia, o sangue de Cristo, roubada, isso é uma maldição", disse o detetive. "Quando perceberam o que era, que não podia ser vendida, sabiam que tinham que se livrar".

Brad conta que uma mensagem em holandês lhe foi enviada, nela, a pessoa pede para enviá-lo à relíquia roubada, visto que seria arriscado devolvê-lo diretamente na abadia. O sujeito então informou que um pacote seria deixado em sua casa sem dia e hora determinada. 

Fiquei praticamente prisioneiro em minha própria casa por uma semana. Não consegui sair", disse em tom descontraído.